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Após eleição de 2018, Brasil segue com os mesmos problemas de sempre. Violência, pobreza e saúde



O brasileiro é um eterno otimista. Um povo que adora futebol, cerveja, novela, reality show, celebridades, pastores e outras nulidades especializadas em vender sonhos instantâneos de felicidade não poderia produzir um país diferente. Não é por acaso que a classe política conseguiu seus mandatos. Foram todos eleitos pelo povo. Gente como Lula, Dilma, Sérgio Cabral, os Piccianis e os Tiriricas da vida.

O povo brasileiro acredita em ilusão, em promessas impossíveis de serem cumpridas e acredita em gente que promete resolver todos os seus problemas. Não fossem estas características, nenhum político teria a coragem de mentir tão descaradamente como fazem os candidatos em época de eleição, que prometem resolver os problemas da nação para que o povo possa ver suas novelas em paz. Há décadas, o eleitor vê candidatos aparecerem na televisão na propaganda eleitoral prometendo acabar com a violência, com o desemprego, com a inflação, além de solucionar de vez os problemas da saúde e da educação. Tem candidato prometendo acabar até mesmo com os bandidos, com manifestações LGBTs e com os socialistas. 

Há 100 anos, países como a Inglaterra e Estados Unidos tinham praticamente os mesmos indicadores sociais que o Brasil tem nos dias de hoje. Isto significa que estes países levaram 100 anos para chegarem onde estão hoje. É mentira quando os políticos prometem acabar com os problemas do país durante um ou dois mandatos. Não há dinheiro nem tempo suficiente para resolver tantos problemas. O Brasil é um país de proporções continentais com mais de 200 milhões de habitantes, com menos de 8% da população com nível superior sofrível. 

O Espírito Santo, com seus 46.095 km², é maior que a Suíça, que tem 41.285 km². O Maranhão 331.937 km², é maior que a Itália, 301.338 km². O Mato Grosso do Sul, 357.145 km², maior que a Alemanha, 357.168 km² ou o  Japão com seus 377,824 km². Sergipe, com 21.915 km², é maior que Israel 20.770 km². São Paulo, 248.222 km², é maior que todo o Reino Unido, 243.610 km². A Bahia com seus 564.733 km², é quase do tamanho da França, que tem 643.801 km² e um terço da população do Brasil, assim como o Reino Unido.

Juntos estes países possuem um Produto Interno Bruto (PIB) dezenas de vezes maior que o do Brasil. Apenas para se ter uma ideia, o PIB do Japão é de 4,939 trilhões de dólares contra  1,796 trilhão do Brasil. O da Alemanha é o dobro disso e mesmo assim o país penou para abrigar cerca de 10 mil refugiados sírios. Não havia como receber mais, pois causaria um colapso no sistema de saúde, educação e segurança do país, além de não haver empregos para todos. 

Se países com mais que o dobro da idade do Brasil, bem menores e bem mais ricos enfrentam problemas, o que dizer do tamanho dos desafios do país, que tem uma população bem maior e com formação educacional? 

Diante de todos estes fatos, ainda existem pessoas que não concordam com as críticas aos políticos populistas que se recusam a atacar problemas crônicos do país, como a elite de servidores públicos da Previdência, que drena quase metade do PIB do país com seus altos salários. 

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