Advogados de Lula indignados com correntes nos tornozelos de Sérgio Cabral oferecem serviços gratuitos ao ex-governador do Rio



A Folha não gostou nenhum pouco do  tratamento dispensado pela Polícia Federal ao ex-governador Sergio Cabral, conduzido ao IML ostentando algemas nos punhos e correntes nos pés. Segundo a publicação, a PF agiu de forma medieval ao afrontar a dignidade do preso.

"Qual é o sentido de colocar correntes nos tornozelos de Cabral? Só pode ser para humilhá-lo, para mostrar que em Curitiba (PR), na terra da Lava Jato, ele não terá as regalias que recebia no Rio de Janeiro, como o home theater que o ex-governador conseguiu contrabandear para dentro do presídio e as comidas que recebia de restaurantes estrelados" se queixa a Folha em editorial sobre o tratamento dispensado ao homem que não demonstrou qualquer sentimento quando assaltou os cofres públicos do  Rio de Janeiro, deixando o Estado, os servidores e a população em petição de miséria.

Cabral já foi devidamente condenado a 87 anos de prisão em quatro ações penais e responde a outros 16 processos, e ao final dos processos, suas penas devem ultrapassar os 300 anos de prisão, ainda que fique apenas os 30 anos detido. Mas segundo a Folha, "Correntes nos pés é humilhação porque remete ao passado escravocrata do Brasil, ao tempo em que capitães do mato desfilavam com negros arrastando correntes nas ruas do Rio, Salvador e Recife para que eles não ousassem mais fugir. Era uma lição muito clara: "Veja só o que acontece com quem desafia os senhores de escravos".

A publicação não se importa com o significado da prisão de corruptos desta natureza para a sociedade e afirma que "Nada disso justifica as correntes nos pés de Cabral, que vinha abusando das regalias na prisão no Rio, garantidas pelo crime organizado que comandou no Estado.

Mas a matéria da Folha tem um propósito bastante claro: justificar o fato do grupo de advogados que atua na defesa do ex-presidente Lula ter se oferecido gratuitamente para entrar como uma ação contra as correntes nos tornozelos.

O grupo é encabeçado por José Roberto Batochio, ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), e Nelio Machado, do Rio de Janeiro.

Pelo visto, tem gente bastante preocupada com o destino de Lula e com a língua de Cabral. 
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