Acabou a moleza dos bandidos nos acordos de delação. Joesley Batista já trocou advogados. Palocci deve seguir mesmo caminho



Os criminosos bilionários que passaram anos se valendo da corrupção dos governos do PT para acumular fortunas com o dinheiro do contribuinte não terão uma vida fácil daqui para frente. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge acabou com as facilidades asseguradas por seu antecessor Rodrigo Janot, que garantiu acordos de delações premiadíssimas para os tradicionais aliados do PT, como Joesley Batista e Sérgio Machado com base em gravações forjadas por seu ex-braço direito, Marcelo Miller. Os dois acordos não resultaram na prisão de ninguém por um simples motivo: os abençoados não forneceram provas.

Para não permitir a desmoralização do instituto da delação premiada, Raquel Dodge passou a exigir provas concretas e orientou sua equipe a adotar critérios mais rígidos para a assinatura de futuros acordos. O objetivo de Dodge é evitar passar pelo mesmo desgaste do seu antecessor, Rodrigo Janot, que já teve quatro denúncias contra parlamentares rejeitadas no Supremo Tribunal Federal (STF) por se basearem, na opinião dos ministros, apenas na palavra de delatores, sem provas materiais.

Já com base nesta nova orientação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a proposta de delação premiada do empresário Eike Batista. As tratativas vinham acontecendo com a equipe da procuradora-geral, Raquel Dodge, e com procuradores da República no Rio de Janeiro. As provas apresentadas foram consideradas insuficientes. Eike pagou fiança de R$ 52 milhões para responder por seus processos em liberdade, mas pode voltar para a prisão, caso não entregue provas de crimes relacionados a seus negócios com o PT de Lula e Dilma.

O ex-ministro Antonio Palocci é outro que tentava avançar em seu acordo de delação 'sem querer comprometer profundamente alguns companheiros do PT'. A ordem agora na PGR é bem clara: ou os delatores entregam provas e falam o que realmente sabem ou mofam na cadeia.

Temendo esta nova diretriz na PGR, os empresários Joesley e Wesley Batista já trataram de fazer modificações no time de advogados encarregados da defesa dos açougueiros que se tornaram bilionários durante os governos do PT. 
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