A hipocrisia petista. Cardozo defende a refundação do PT e defende partido que ficou conhecido como organização criminsa



O ex-ministro petista José Eduardo Cardozo deu uma pequena prova sobre como funciona a hipocrisia do integrantes do PT. Durante entrevista repleta de contradições ao O Globo, o ex-ministro e advogado de Dilma Rousseff se complicou ao ter que admitir que sugeriu a refundação do partido que teve praticamente toda a cúpula mergulhada em denúncias graves de corrupção.


O Globo - O senhor defende há anos uma refundação do partido desde o mensalão, mas isso nunca aconteceu. Como o senhor se sente vendo que a questão ética só se agravou no partido?


Cardozo - Essa uma questão que tenho colocado no PT e acho que é uma questão de convencimento interno. É democrático, temos que convencer a maioria partido, senão não consegue fazer. Democracia não é só feita de vitórias e a gente tem que lutar pelo que a gente acredita e eu luto por uma série de modificações. E o que eu puder fazer vou continuar fazendo até que um dia eu convença a maioria do partido.

Para Cardozo, Democracia significa tentar impor um criminoso condenado como candidato à Presidência da República. Assim como seus companheiros, o advogado evita falar que Lula se tornou réu em sete ações penais gravíssimas e foca em contestar a condenação no caso do triplex, confirmada no dia 24 de janeiro pelo TRF-4. Como advogado, é uma vergonha que Cardozo faça coro com Lula e outros criminosos na tentativa de tentar desmoralizar os desembargadores de Porto Alegre.

O Globo - Mas mesmo com esse cenário de petistas presos, denúncias de corrupção envolvendo quadros do partido que atingiram em cheio o DNA do partido, porque ainda assim não ganha força a tese de refundação e expulsão de quadros que fazem malfeitos?

Cardozo - Por uma questão perversa que é justamente essa tentativa de setores de demonizar o PT. Aí se adota uma postura de defesa para não se enfraquecer internamente, quando a meu ver se fortaleceria ao fazer as mudanças. Mas hoje qual partido não se envolveu em acusações gravíssimas? A história da demonização do PT não é nova. A corrupção tem que ser combatida a sério e para isso tem que ser de forma isonômica e sem demonização de partido A, B, C ou D. Precisa ser reprimida e se atacar as causas, que até agora não foram atacadas. Tem que ser isonômico e todos que estão submetidos a uma investigação tem que ser investigado nas mesmas dimensões, inclusive midiática. E atacar as causas que estão fundamentalmente no sistema político. No Brasil não está sendo assim.

Obviamente, ao perguntar "qual partido não se envolveu em acusações gravíssimas?", o petista recorreu à velha técnica da 'fulanização' para tentar justificar os crimes cometidos pelos integrantes do PT, que teve nada menos que 14 criminosos condenados pela Justiça, incluindo o ex-presidente Lula. Absolutamente nenhum partido no Brasil ou no mundo teve tantos condenados em um intervalo de apenas dois anos. Há uma grande diferença entre acusações e condenações formais. Durante a entrevista, Cardozo não quis fornecer detalhes sobre a conversa que teve com Joesley Batista durante jantar na casa empresário.

Defender o PT alegando que outros partidos também foram envolvidos em acusações "gravíssimas" é o mesmo que defender um estuprador que violentou a vítima após ela ter sido violentada por outro criminoso. Isto se chama 'fulanização', uma narrativa alternativa do PT para alegar que "se um fez, o outro também pode fazer".


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