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Sérgio Moro elogia governo Temer, que proibiu nomeações políticas na Petrobras. Dirigentes da estatal agora são escolhidos com base em critérios técnicos



O juiz federal Sergio Moro, responsável em primeira instância pelas ações penais da Lava Jato no Paraná, participou nesta sexta-feira (8) de evento na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para um debate sobre corrupção e políticas de prevenção de atos ilícitos na estatal.

Em discurso, o magistrado elogiou a lei aprovada no ano passado pelo presidente Michel Temer que veta nomeações políticas para cargos na Petrobras. A lei que entrou em vigor há quase um ano estabelece critérios técnicos e exigências para o preenchimento de cargos na estatal, como experiência administrativa e vivência na função.

Hoje a Petrobras não sofre mais ingerência política e não há mais possibilidade de partidos ou políticos indicarem diretores ou executivos para cargos na estatal, como ocorria nos tempos dos ex-presidentes FHC, Lula e Dilma. Segundo Moro, as nomeações políticas da era PT causaram prejuízos de mais de R$ 6 bilhões à estatal. O magistrado reconheceu que a Lei criada por Temer foi o maior avanço no combate à corrupção na história da estatal.

Segundo o presidente da Petrobras, Pedro Parente, as mudanças promovidas na área de combate à corrupção  ajudaram a estatal a se recuperar financeiramente e contribuíram para a valorização da empresa no mercado.

Incansável no combate à corrupção, Moro sugeriu que as mesmas políticas adotadas na Petrobras fossem implementadas no governo federal. Moro também tentou sugerir novos modelos de combate à corrupção na estatal: "Talvez fosse o caso de se pensar em incentivos para a atuação do denunciante. Até se pensar em compensação financeira, por exemplo, desde que apresentada informação verdadeira e que, através dela, se desbarate um esquema de corrupção", aconselhou o magistrado.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a estatal já possui um canal interno para recebimento de denúncias de funcionários e colaboradores. Mas ponderou que a implementação de compensação financeira seria uma alternativa que "tem sua polêmica". "É uma sugestão provocativa do juiz Sergio Moro. Não quero deixar de de reconhecer que é um tema que tem a sua polêmica, mas eu entendi os argumentos dele. De fato, existe essa zona de conforto."

O juiz Sérgio Moro foi além em suas proposições e ainda sugeriu que a Petrobras acompanhe a evolução patrimonial de executivos e membros do conselho de administração da empresa. Isso abrangeria não só os bens declarados, mas também o estilo de vida, mas também o estilo de vida, viagens realizadas, entre outras coisas.

Pedro Parente afirmou que já é norma na Petrobras verificar informações constantes da declaração de bens do imposto de renda, em papel, mas que as informações serão processadas para que a estatal possa criar uma base de monitoramento.

O chefe da Petrobras também disse que está sendo elaborado um sistema de vigilância dos e-mails corporativos a partir de palavras-chave. "A ideia é fazer um acompanhamento em tempo real. Já há uma orientação da empresa para que os profissionais usem exclusivamente o canal corporativo. O tema não é desprovido de certa polêmica.". informou Pedro Parente.

Sob o governo Temer, a Petrobras saltou de um valor de mercado de R$ 47 bilhões para cerca de R$ 257 bilhões em pouco mais de um ano. O endividamento da empresa também foi reduzido a níveis históricos no mês de novembro. Pela primeira vez na história, a estatal brasileira conseguiu figurar abaixo de grandes empresas mundiais.

Utilizando a base de dados de empresas de capital aberto dos Estados Unidos e as empresas estrangeiras com ADRs listadas em Wall Street, a consultoria verifica que a empresa com o maior endividamento é a Toyota, com US$ 176,5 bilhões, seguida pela AT&T. A Petrobras aparece como a oitava empresa com maior estoque de dívida bruta, enquanto a Apple é a sétima.

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