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Petista diz que se Lula for preso vira um novo Mandela. Ótimo. Vai ser interessante ver um criminoso pagando de santo na cadeia, que é seu lugar



O senador Paulo Paim (PT-RS), reconheceu que o ano de 2017 foi o “pior ano de todos os tempos” na política. Em tese, o petista se refere aos avanços obtidos pelo governo Temer com a limitação do teto dos gastos públicos, a reforma da legislação trabalhista e a reforma da Previdência que está a caminho. Mas na prática, 2017 foi o ano que o ex-presidente Lula foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na primeira instância e o ano do anúncio do julgamento do recurso do petista na segunda instância, marcado para 24 de janeiro. Ao afirmar em sua “retrospectiva” que 2017 foi 2017 foi o “pior ano de todos os tempos”, certamente Paulo Paim se referia intimamente aos infortúnios de Lula e do PT.

Sobre a possibilidade concreta do ex-presidente Lula ser condenado em segunda instância no julgamento do TRF4, Paim diz que Lula “vira um novo Nelson Mandela”, disse em referência ao ex-presidente da África do Sul, preso por 27 anos.

A diferença é que Mandela foi preso por um regime de segregação racial em vigor à época na África do Sul. No caso de Lula, ele deve ser preso por crime comum mesmo. Dos mais ordinários, diga-se de passagem.

Difícil vai ser o Lula convencer a comunidade internacional de que foi vítima de perseguição política. Com tantos crimes e com tantos milhões encontrados em suas contas, ninguém vai querer arriscar a própria imagem para defender um criminoso comum.

A vantagem é que quando estiver preso, ninguém vai reclamar se Lula continuar pagando de santo na cadeia. É mais fácil tolerar isso do que aturar um criminoso condenado e solto ameaçando se candidatar a presidente.

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