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O recuo do presidente em certas questões é bom ou ruim?



Desde que assumiu interinamente a Presidência da República, o presidente Michel Temer adotou uma série de medidas que geraram bastante polêmicas. Na maior parte delas, a reclamação era a de que o chefe do executivo havia exagerado na dose. Mas o lado 'Josenildo' do presidente tem um aspecto positivo: Temer costuma recuar quando reconhece que pegou pesado. Para muitos, um sinal de covardia. Para outros, uma prova que errou. Mas o fato é que há um meio termo em tudo. Temer procura acertar, mas tem a humildade de se corrigir.

O fato é que a maioria dos brasileiros não está familiarizada com as atribuições de um chefe de Estado. Em muitos casos, por força das circunstâncias, Temer tem a coragem necessária para avançar sobre temas sensíveis e de recuar, visando assegurar a governabilidade e minimizar os ataques da imprensa saudosa dos governos do PT.

Entre os recuos mais polêmicos, está recriação do Ministério da Cultura, a extinção da reserva na região amazônica conhecida como Renca (Reserva Nacional do Cobre Associados) e a flexibilizava a fiscalização de condições de trabalho análogas à escravidão. Em meio às controvérsias, uns ficam irritados por Temer ter recuado e outros se sentem 'meio' vitoriosos, sem se darem conta que o objetivo planejado foi devidamente alcançado. Dizem que foi assim que o presidente conquistou a primeira dama Marcela Temer.

Mas ao contrário do que muitos tentam sugerir, Temer não tem absolutamente nada de covarde. Do contrário, não ousaria puxar o tapete da organização criminosa que comandou o país por quase uma década e meia. Não ousaria acabar com as mamatas na Lei Rouanet, na farra com o dinheiro do contribuinte no BNDES, com a vida boa dos sindicalistas que viviam às custas do imposto sindical obrigatório, não teria desafiado a Rede Globo e nem estaria ameaçando acabar com os privilégios da elite do funcionalismo público, inclusive do Judiciário.

Nestes aspectos, Temer é duro e determinado. O presidente não é hipócrita como seus antecessores, que fechavam os olhos para muita coisa de errada no país e sabe que a população, mesmo aqueles afetados por suas medidas, têm consciência da imoralidade e da desigualdade de privilégios que contemplam apenas uma pequena elite.

Entre ter um presidente covarde que se finge de morto para agradar grupos influentes e ter um presidente que reconhece seus erros, mas não hesita em combater as mazelas do país, a quem dar razão? Uma coisa é certa: até o mercado já não sofre mais grandes sobressaltos quando surge uma medida polêmica. A técnica usada por Temer já foi assimilada e consiste em ousar, para depois recuar em alguns pontos usados como iscas.

Uma coisa é uma coisa. Criticar Temer, que está fazendo algo pelo país, apenas para defender um candidato ou outro, que ainda não está em condições de fazer nada pelo país, é estupidez. É uma armadilha dos políticos que tentam se cacifar criticando o governo e ajudando a afundar o Brasil. É a velha turma do quanto pior, melhor. Infelizmente, milhões de brasileiros continuam caindo nesta armadilha e torcendo contra o país apenas para pagar pau para candidatos. 
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