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O Brasil está confuso. Coração de esquerda do povo ainda bate forte dentro do peito



Tudo parece normal lá fora. Os carros continuam circulando, apesar do preço da gasolina. As lojas que sobreviveram à maior recessão da história continuam vendendo. Algumas inclusive estão ampliando suas redes e contratando mão de obra, assim como seus fornecedores, transportadoras, operadoras de crédito, etc.

Apesar do preço do gás de cozinha, a mesa do brasileiro parece mais farta, com a queda na inflação de 13,8% para 2,5% ao ano. Parece pouco, mas representou R$ 65 bilhões a mais no bolso das famílias com renda até três salários mínimos. De fato, pode parecer pouco, mas as famílias de baixa renda costumam fazer milagres com pouco mesmo. A pequena economia, além de permitir que as pessoas comam mais carne, mais verduras e mais refeições fora de casa, tem sido convertida em ventiladores, fogões, geladeiras e até televisores novos. Com a queda nos juros de 14,25% para 7%, ficou mais barato parcelar as compras. Algumas lojas inclusive já vendem em até seis vezes sem juros.

Empregadores, industriais e produtores rurais agradecem a redução da inflação, dos juros e pelo fim da recessão. Tecnicamente, a saída de uma recessão é caracterizada pela geração de empregos, o que ocorre no país há oito meses consecutivos. Até o momento, foram gerados 2.450 milhões de novas vagas de trabalho. Com a entrada em vigor da nova legislação trabalhista, a expectativa é a de que sejam gerados mais 2 milhões de postos de trabalho até março. As vendas de carros aumentaram 19% e as de imóveis cresceram 59% ao longo dos últimos meses. O setor da construção civil, um dos últimos a se recuperar de crises profundas, começa a aquecer o mercado de trabalho.

Como nem tudo é perfeito, existem muitas pessoas e setores da economia que não estão nada satisfeitos. A queda nos juros também está deixando os bancos em situação desconfortável. Tá ficando feio fingir que a Selic não caiu mais da metade e muitas pessoas já se recusam a tomar empréstimos bancários a juros dos tempos de Dilma. O faturamento do setor apresentou queda nos últimos três meses. Os bancos não estão nada satisfeitos ultimamente.

Os sindicalistas também não gostaram nada do fim do imposto sindical. Os meios de comunicação, que também viram minguar as verbas federais com publicidade, até andaram inventando que o governo liberou R$ 500 milhões para os sindicatos, assim como disseram que o governo iria criar um novo imposto para os pelegos. Tudo mentira. Os R$ 500 milhões foram bloqueados por falhas no preenchimento de dados obrigatórios para o pagamento e apesar dos recursos existirem, não há previsão de que sejam liberados.

Além dos quase 400 mil sindicalistas que viviam do imposto sindical obrigatório,  artistas e líderes de movimentos sociais também não ficaram nada satisfeitos com o fim das regalias com o dinheiro do contribuinte. Como se não bastasse, a elite do funcionalismo público que drena quase 75% dos recursos da Previdência não estão gostando nadinha da proposta de igualar suas aposentadorias à dos trabalhadores da iniciativa privada, onde o teto é de R$ 5.300,00. Ninguém quer perder seus altos salários que chegam a R$ 33 mil.

Embora muitos brasileiros não tenham conseguido prosperar após a mais profunda recessão da história do país em cem anos, muitos se dão por satisfeitos de terem se mantido em pé. Já outros não estão contentes com o desfecho da crise política que culminou no banimento da esquerda do poder e o fim dos privilégios para muita gente que foi cúmplice da roubalheira do PT ao longo de quase uma década e meia. Não é por acaso que Michel Temer é odiado por muita gente. O atual presidente é considerado o maior algoz do PT em toda a história. Nem mesmo o regime militar conseguiu causar tantos danos na esquerda brasileira, acabando com suas fontes de financiamentos, cortando verbas para seus simpatizantes nos meios de comunicação, na classe artística, nos meios sindicais e nos movimentos sociais. Temer deixou a míngua praticamente 13 mil sindicatos e os demais setores da esquerda que prosperaram durante o regime militar e os governos de Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma. Se a Lava Jato queimou o filme de Lula e de sua turma descobrindo seus crimes, Temer praticamente quebrou as pernas da esquerda, acabando com as fontes que a financiavam.

A soma dos efeitos devastadores da Lava Jato ao corte de recursos e mão de obra subsidiada pelo Estado a serviço da esquerda promovido pelo governo Temer foram percebidos nas últimas eleições municipais. O PT perdeu 85% de sua influência no território nacional e elegeu apenas um prefeito de capital, em Rio Branco, no Acre. A previsão é a de que a participação da esquerda nos parlamentos do país nas próximas eleições seja reduzida em mais de 70% nas próximas eleições em 2018. Não há nenhum candidato da esquerda favorito para vencer a eleição para governador em praticamente nenhum estado da federação. Muitos ainda não se deram conta, mas a Polícia Federal deve tocar num vespeiro blindado pelos governos de esquerda. As ações nas universidades federais vão se intensificar ao longo do próximo ano. Os centros acadêmicos aparelhados estão em pânico diante das investigações sobre falcatruas até então ignoradas pelas autoridades. Até o momento, são nove alvos. Muita gente vermelha vai dançar a nova balada do carrasco da esquerda em breve.

O problema é que a maioria da população é de esquerda e nem sabe disso. Continuam compartilhando a mesma mágoa contra o atual governo dos feridos por sua implacável perseguição à esquerda. Discreto, Temer vem dizimando as forças políticas que comandaram o país ao longo das últimas décadas e abrindo os flancos para o surgimento de novas lideranças. Mas o coração de esquerda que bate dentro do peito de muita gente impede que percebam alguns avanços. Mesmo sem saber, continuam torcendo contra o Brasil ao lado dos velhos inimigos da pátria.

E olha que tem candidato à Presidência prometendo acabar com a esquerda se for eleito. Pode até ser, mas vai sobrar muito pouco a ser feito.
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