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Lula e André Esteves livres de Moro. Investigação sobre repasses do banqueiro ao Instituto Lula segue para 10ª Vara Federal de Brasília



O banqueiro André Esteves, dono do banco BTG, pode ter se beneficiado da confusão criada pelo  ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que incluiu uma série de nomes na denúncia apresentada anteriormente pela PGR contra o ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, o relator do caso no STF, ministro Teori Zavascki, autorizou a inclusão de informações sobre o banqueiro na denúncia em que o ex-presidente Lula era apontado como o chefe da organização criminosa instalada no governo.

No inquérito, o petista é acusado de tentar obstruir a justiça na manobra que teve a participação do ex-senador Delcídio Amaral para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A PGR levou em conta as informações prestadas por Delcídio, que afirmou que banqueiro "é um dos principais mantenedores do Instituto Lula" e que "isso se deve a Lula ter sido um grande [patrocinador dos negócios do banco BTG".

Esteves adquiriu uma participação em em campo petrolífero da Petrobras na África por um valor abaixo das avaliações de mercado, numa transação que pode ter lhe rendido mais de U$ 400 milhões. Rodrigo Janot pediu a inclusão dessas informações por entender que existe um "estreito relacionamento" entre André Esteves e o Instituto Lula.

Segundo a denúncia encaminhada ao STF, as doações do banqueiro para o instituto não constituam crime, mas o contexto em que foram feitas é "extremamente relevante" para investigações em andamento contra Lula, "especialmente a que trata de possível prática de crime de lavagem de dinheiro envolvendo o pagamento de suas palestras".

Na mesma denúncia acolhida pelo relator à época, foi acrescida a informação sobre a participação de do Banqueiro André Esteves no esquema criminoso. Nela, consta que Lula, Delcídio a José Carlos Bumlai e seu filho, Mauricio Bumlai, atuaram em conjunto para comprar por R$ 250 mil o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e impedi-lo de colaborar com as investigações sobre desvios na estatal.

O caso deveria ser remetido para a 13ª Vara Federal de Curitiba, mas a inclusão de outros nomes do PMDB no processo acabou retirando do juiz federal Sérgio Moro a prerrogativa de cuidar do caso. Pouco antes do recesso, os ministros do STF decidiram enviar investigações para a 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que dará prosseguimento ao caso a partir de 2018.

Também estão implicados nas investigações sobre a suposta organização criminosa do PMDB na Câmara o banqueiro André Esteves e os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, ambos do Grupo J&F.
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