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Luis Roberto Barroso, que soltou José Dirceu, justifica ter soltado o petista Pizzolato: "o que conta é o bom comportamento". O crime não importa



Mais um petista condenado por corrupção ganha a liberdade pela caneta do ministro do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso. Agora foi a vez do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que deixou nesta quinta-feira a Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, para cumprir o restante de sua pena em liberdade condicional. Pizzolato foi liberado por volta das 14h, conforme a Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal.

Pizzolato fugiu para a Itália em novembro de 2013, utilizando o passaporte de seu irmão, Celso, falecido há 35 anos. Ele foi preso na cidade de Maranello, norte do país europeu, em fevereiro de 2014, e extraditado ao Brasil em outubro de 2015. Condenado a 12 anos e 7 meses pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, cumpria apenas dois anos de pena no presídio da Papuda.

O ministro Roberto Barroso, tentou justificar sua decisão de mandar soltar o petista, acusado de desviar mais de R$ 70 milhões em um esquema criminoso com o publicitário Marcos Valério durante o mensalão do PT:

“O ‘bom comportamento’, para fins de liberdade condicional, é somente o que se verifica após a prisão. O que o condenado tenha feito antes (como a fuga) não pode ser levado em conta”, Justificou Barroso, que faz belos discursos de porta de banheiro contra a impunidade durante suas falas no plenário do Supremo.

“A minha parte eu fiz: exigi que comprovasse estar pagando a multa à qual foi condenado. Quem estabeleceu a regra de que só pode progredir de regime ou ter liberdade condicional quem pague a multa fui eu. Portanto, apliquei a Pizzolato a lei que vale para todo mundo.”, afirmou o ministro que defendeu o acordo de delação dos criminosos Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS

No ano passado, o mesmo Barroso, relator das execuções penais do chamado mensalão do PT no STF, concedeu o perdão da pena imposta ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu no processo do mensalão.

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