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Justiça decide: nada de acampamento do MST nas imediações do TRF-4, onde Lula será julgado em janeiro



O líder do MST, João Pedro Stédile estava todo animadinho com os planos de montar um equipamento de seu exército de mortadelas na imediações do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), onde Lula terá um recurso julgado no dia 24 de janeiro. A ideia era oferecer aos desembargadores do colegiado uma demonstração de 'força popular' do ex-presidente que pode se tornar inelegível e até preso, caso seja confirmada sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. 

Estava tudo encaminhado e os preparativos já estavam sendo providenciados para a montagem do acampamento em Porto Alegre. Integrantes do MST da região já haviam sido acionados, ônibus alugados e até uma lista de mantimentos vinha sendo elaborada pelos organizadores. Tanto trabalho por nada. A Justiça Federal de Porto Alegre acaba de anunciar a proibição de acampamentos em áreas próximas ao TRF-4 durante o período em que ocorrerá o julgamento do líder petista.

O GLOBO informa que "Na decisão, o juiz Osorio Avila Neto, da 2 ª Vara Federal de Porto Alegre, determinou, desde já e até três dias após o julgamento, a proibição de acampamentos no interior do Parque Maurício Sirotski Sobrinho, também conhecido como Parque Harmonia, localizado a menos de 300 metros do Tribunal. O texto também diz respeito a terrenos estacionamentos e áreas próximas ao local.

O juiz também acatou pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) para que a área determinada para manifestações a favor do ex-presidente seja isolada para não prejudicar o tráfego de veículos no dia do julgamento.

"Não sou especialista em tráfego de trânsito, mas até um leigo pode perceber que manifestações de massa em dia útil na cidade de Porto Alegre e que envolvesse simultaneamente estes locais colocaria a cidade em caos", escreveu no despacho.

Em nota, a comissão executiva nacional do PT afirmou que a decisão criminaliza o MST "colocando-o como réu em uma ação de cunho autoritário e antidemocrático" e anunciou que deve recorrer da decisão"

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