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Governo cortou 13,2% no orçamento das estatais, demitiu 26.336 empregados. Apesar dos cortes, registrou lucro recorde de R$ 23,2 bilhões



Apesar dos percalços, das conspirações e da batalha que enfrenta contra os meios de comunicação, o presidente Michel Temer tem apresentado um desempenho acima da média de seus antecessores em várias frentes da administração pública.Segundo analistas de mercado, a eficiência de Temer em enxugar o Estado e em aprovar medidas importantes, como a limitação do teto dos gastos públicos, tem sido um fator decisivo na alavancagem da recuperação da economia. A segurança de sua gestão tem permitido a redução sistemática da inflação e dos juros, o que assegura novos investimentos na indústria e comércio.

As empresas estatais fecharam o terceiro trimestre deste ano com  o menor número desde 2010. Os dados são do Boletim das Empresas Estatais, divulgados hoje (4) pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

Segundo o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Fernando Antônio Ribeiro Soares, o governo pretende terminar este ano com menos de 500 mil empregados. “O objetivo é recuperar as empresas estatais, reduzir os custos, aumentar a produtividade, aproximar-se cada vez mais de indicadores de mercado. As empresas estatais têm que apresentar sustentabilidade.”

Nos três primeiros trimestres deste ano, houve redução total de 26.336 empregados. As principais reduções foram na Caixa Econômica Federal (7.199), nos Correios (7.129), na Petrobras (4.019) e no Banco do Brasil (2.676).

Soares enfatizou que a redução no quadro ocorreu por meio de planos de desligamento voluntário (PDVs). Ele citou uma lista de empresas que lançaram ou estão elaborado PDVs neste ano: Caixa, Companhia de Recursos de Pesquisa Mineral (CPRM), Eletrobras, Infraero (PDV contínuo), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (Eletrobras CGTEE), Dataprev, Banco do Nordeste, Casa da Moeda, Codesa, Valec, Amazul, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Banco da Amazônia, Correios e Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

O secretário acrescentou que o governo está limitando a reposição de pessoal após o plano de desligamento voluntário, para evitar que saiam empregados “por uma porta e entrem por outra”. “Em alguns dos PDVs, cortamos 100% das vagas. Isso está implicando essa redução do quadro de pessoal”, destacou.

“A redução das empresas estatais está em linha com todo o cenário fiscal que a gente está enfrentando. É notório saber que o maior desafio do governo é o reequilíbrio das contas públicas. Na busca o equilíbrio fiscal, um ajustamento do tamanho do estado acaba por ser necessário, isso é fundamental”, disse Soares.

Do orçamento das estatais neste ano, no valor de R$ 1,3 trilhão, neste ano, 73% foram executados. Em relação a 2016, houve redução de 13,2% no orçamento. Apesar dos cortes de recursos e de funcionários, o lucro dos conglomerados estatais federais chegou a R$ 23,2 bilhões, nos nove meses do ano, comparado a igual período de 2016. Banco do Brasil, Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa, Eletrobras e Petrobras representam mais de 95% dos ativos totais e do patrimônio líquidos das estatais federais.
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