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Globo cobre encontros de Temer com todo mundo, mas esconde humilhante jantar dos irmãos Marinho com o presidente



Câmeras escondidas no mato, repórteres de plantão durante toda a madrugada nas imediações do Palácio do Jaburu em Brasília durante meses a fio. Parece até filme de espionagem, mas é a Rede Globo tentando filmar os visitantes recebidos pelo presidente Michel Temer dentro e fora da agenda.

No dia seguinte, Willian Bonner anuncia em tom dramático a chamada do Jornal Nacional: Temer recebe a visita da nova procuradora-geral da República Raquel Dodge. O Brasil inteiro chocado com a informação de que o presidente da República se encontrou com uma recém nomeada para um dos cargos mais importantes do país. Ai tem treta, tenta insinuar a Globo com seu jornalismo de guerrilha de esquerda. Ao longo dos últimos meses, foram dezenas de matérias desta natureza. Temer se encontra com Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados e aliado do governo: ai tem treta. Temer se encontra com Cármen Lúcia, a presidente do Supremo Tribunal Federal: ai tem treta.

Mas o que dizer de um jantar secreto arranjado pelo vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, entre o presidente e os irmãos João Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, donos da Rede Globo? Qual a razão em esconder um encontro tão importante sob o ponto de vista institucional e jornalístico? Não havia nenhum repórter escalado para ficar de tocaia nas imediações da casa de Roberto Irineu Marinho?

A razão é muito simples. Os donos do poderoso grupo de comunicação queriam se desculpar por terem patrocinado a mais vergonhosa conspiração da história da República, e de quebra, pedir para Temer deixar de ser tão sovina com as verbas publicitárias da SECOM. Afinal, o dinheiro não é nem dele. É do contribuinte!

O problema é que os irmãos Marinho encontraram um osso duro de roer. Além de ignorar as insinuações sobre as verbas federais destinadas a publicidade governamental, Temer fez questão de lembrá-los sobre o papel vergonhoso da emissora durante um dos momentos mais críticos do país, quando o esforço para recuperar a economia e aprovar a reforma da Previdência começava a dar os primeiros resultados positivos.

Como já foi informado aqui no Imprensa Viva, a Globo patrocinou a trama engendrada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot e o criminoso Joesley Batista, que se encontra preso.

O jantar secreto não saiu como esperado. Os donos da Globo ouviram umas boas verdades do presidente Michel Temer, que não se furtou da oportunidade de acusar o grupo de ter participado da mais vergonha campanha contra os interesses do país de que se tem notícias até hoje. Temer falou com todas as letras que a cobertura do grupo de comunicação para o caso JBS que tinha o claro propósito de derrubá-lo.

O presidente acusou que o comportamento imoral do grupo teve início no 17 de maio, quando o jornal "O Globo" divulgou uma transcrição falsa de uma gravação feita pelo açougueiro criminoso instruído pelos auxiliares de Janot.

Temer não poupou críticas à atuação anti republicana da Globo e mencionou o editorial de "O Globo" em 19 de maio. Intitulado "A renúncia do presidente", que defendia que sua saída do cargo como a melhor opção para o país. Temer lembrou que que o editorial foi veiculado mesmo depois que a divulgação da íntegra dos áudios originais, que revelaram a verdade sobre o teor da conversa que desmentia a transcrição divulgada pela Globo dois dias antes.

Implacável, Temer ainda jogou na cara dos Marinhos que usaram uma delação de forma covarde e o acordo de colaboração do empresário J. Hawilla, da agência Traffic, com a Justiça dos EUA, que apontou o envolvimento da Globo no pagamento de propina no esquema de corrupção na Fifa.

Os donos da Globo, que até pouco tempo contavam com um socorro de propagandas de governos do PT, como os de Minas Gerais e Bahia, estão preocupados com a disposição do presidente em manter o corte de mais de 40% de gastos com publicidade. Para piorar, em pleno ano eleitoral, a Presidência da República anunciou que fará um corte extra de R$ 200 milhões em publicidade.

Temer não quis conversa, afirmou que não pretende rever a política de redução de gastos públicos ou sacrificar áreas como a saúde para gastar com propaganda. O presidente apenas pediu que a cobertura da Globo reconheça a importância da reforma da Previdência. Os empresários ouviram calados as reclamações de Temer. De forma vergonhosa, o Grupo Globo de Comunicações omitiu o encontro fora da agenda de seus proprietários, mas a Folha e outras fontes não perdoaram a omissão do departamento de jornalismo da emissora. 
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