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Gilmar Mendes se sente autorizado a barbarizar diante da 'patifaria' dos 7 colegas petistas do STF. Veja Barroso e Cármen Lúcia defendendo acordo com chefe de organização criminosa



Que acompanhou o bate boca que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes protagonizaram nesta terça-feira (19/12) no plenário da Corte pôde perceber o que acontece quando um ministro qualquer ousa desafiar a maioria petista do Supremo. Nada menos que sete dos onze ministros foram nomeados por Lula e Dilma. Não há qualquer dúvida que isso faz uma grande diferença.

Embora conivente, Gilmar Mendes ousou criticar o fato dos ministros do STF terem fechado os olhos para a Lei de Delação Premiada para atender a pressa do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de derrubar o governo Temer.

Gilmar Mendes, que foi conivente, jogou na cara dos colegas da Corte a validação do acordo de delação dos criminosos da JBS, mais tarde suspensa pela suspeita da omissão sobre a suposta orientação prestada por um procurador. Gilmar se referia ao fato da Lei de Delação vetar acordos com chefes de organização criminosa, condição que Joesley Batista se enquadrava no momento em que foi contemplado com o prêmio de imunidade total.

“O que nós estamos vendo aqui é a descrição de um grande caos. Uma grande bagunça. Serviço mal feito, apressado, corta e cola. Com as contradições que foram aí apontadas, isso é vexaminoso para o tribunal, é ruim. E claro nós temos a obrigação de aqui definir minimamente, até para que essa confusão não prossiga. Para nos poupar de um vexame institucional”, começou o ministro

Gilmar Mendes jogou na cara do colegas que todos já sabiam que Joesley Batista, era “chefe de quadrilha” – o que de acordo com a Lei de Delação, era fator impeditivo para a concessão de perdão –, o que não impediu o STF de conceder a ele o benefício, acusou Gilmar, numa referência à conivência dos colegas com Janot e o ministro Edson Fachin, que homologou o vergonhoso acordo de delação.

“Vamos fazer assim porque o Dr. Janot quer”, provocou Gilmar Mendes, em referência a Janot, responsável pelo acordo. “E viu do que que se tratava, do grande tipo de patifaria que se tratava. Grande erro aquele. Portanto o populismo criminal judicial é responsável por esse tipo de assanhamento e de erros graves que nós temos cometido”, reclamou o ministro, chamando claramente os colegas de patifes.

O ministro Luís Roberto Barroso logo tomou as dores dos colegas que estavam sendo desmascarados justamente no plenário do Supremo para para todo o Brasil. Com seu discurso de porta de banheiro, o indicado por Sérgio Cabral para o cargo de ministro tentou usar a trama engendrada da PGR por Janot e Joesley como justificativa para o acordo com o chefe de organização criminosa. Barroso apelou para o mantra repetido por Janot:

"Há diferentes formas de ver a vida e todas merecem consideração e respeito. Eu gostaria de dizer que eu ouvi o áudio 'Tem que manter isso aí, viu' [vej. Eu quero dizer que eu vi a fita, eu vi a mala de dinheiro, eu vi a corridinha na televisão. Eu li o depoimento de [Alberto] Youssef. Eu li o depoimento de [Lúcio] Funaro", disse Barroso, citando dois delatores muito usados na PGR para alfinetar desafetos do PT.

A hipocrisia reinou como nunca no STF durante aquele bate boca histórico que trouxe à tona a podridão oculta por baixo das togas. Barroso sabe que Joesley prometeu R$ 500 mil ao ex-assessor de Temer para que ele conseguisse agendar um encontro com o presidente seguindo orientações bem específicas, como informar que estaria presente no encontro, informar a placa do carro que usaria para a segurança do Palácio do Jaburu e entregar o carro para que Joesley fosse sozinho, devidamente munido de um gravador e instruído pelo ex-braço direito de Janot, Marcelo Miller, sobre como tentar induzir o presidente a se comprometer na conversa que seria gravada.

Barroso sabia da operação controlada planejada por Janot e Joesley de filmar Rocha Loures recebendo seus R$ 500 mil e que aquelas imagens seriam usadas, juntamente com a gravação, para tentar dizer que o dinheiro era de Temer e derrubar o presidente. Barroso sabe que Joesley está em cana, que Rocha Loures virou réu e que as coisas estão prestes a serem esclarecidas. No entanto, não se conteve ao ser chamado de patife por Gilmar Mendes e acabou fazendo seu discurso de porta de banheiro, a exemplo dos meninos de Janot no MPF que passavam dias no Facebook fazendo guerrilha política.

Para finalizar o bate boca com chave de ouro, a presidente do STF, Cármen Lúcia pediu a palavra para defender os colegas nomeados pelo PT e  para dizer que o STF não aceita a corrupção.

O fato é que, diante de tanta patifaria, o ministro Gilmar Mendes não se sente nenhum pouco constrangido em soltar criminoso como o "Rei do Ônibus" do Rio, Jacob Barata Filho. Tudo de acordo com o mais profundo eruditismo de seus saberes jurídicos, é claro. No STF de hoje, é um patife tolerando a patifaria do outro. Enquanto isso, o povo brasileiro vai sendo humilhado pelos intocáveis.



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