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Gilmar Mendes não gostou de ser classificado como suspeito pelo ex-procurador Marcelo Miller.



Parece piada, mas não é. Duas autoridades suspeitas de terem se beneficiado com relações com os açougueiros criminosos da JBS estão se estranhando. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, apontado como beneficiário indireto de negócios com Joesley Batista, ficou irritado com o pedido de suspeição feito pelo ex-procurador Marcelo Miller, o braço direito do ex-procurador da República, Rodrigo Janot, que atuou em favor da JBS enquanto ainda era procurador..

 Gilmar Mendes pediu à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que negue ação de suspeição movida por Miller contra ele. A defesa do ex-procurador alegou a existência de suposta parcialidade de Gilmar para julgar habeas corpus do ex-integrante da força-tarefa Greenfield.

Miller levantou a suspeição de Gilmar Mendes por meio de um pedido que fez ao Supremo para ter o direito de ficar em silêncio quando foi convocado a depor mna CPI da JBS. O pedido foi sorteado e a relatoria acabou caindo com o ministro Gilmar Mendes, que  posteriormente acolheu o pedido da Miller para ficar calado na Comissão que investigava a JBS.

Miller é investigado formalmente por suposto jogo duplo em benefício da JBS à época em que ocupou cargo no Ministério Público Federal. Seu nome foi citado por Joesley Batista em um dos áudios em que o empresário confessa supostas omissões em sua delação e que culminaram com a rescisão de seu acordo com a PGR e o Supremo.

Desde que o STF concordou em homologar a delação premiadíssima dos criminosos da JBS, a credibilidade da Corte chegou ao seu nível mais rasteiro das últimas décadas. Já não se sabe se Miller está de fato desconfiando de Gilmar Mendes ou se é apenas um jogo de cena arbitrado pela presidente da Casa, Cármen Lúcia. 

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