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Elite do funcionalismo público protesta contra fim dos privilégios na Previdência durante jantar de Temer



O fim dos privilégios a servidores públicos é uma das "cláusulas pétreas" impostas pelo presidente Michel Temer durante as negociações do novo texto da reforma da Previdência. Temer tem sido inflexível contra as regras que permitem que funcionários públicos se aposentem mais cedo e ganhando mais do que trabalhadores da iniciativa privada. Outra imposição do presidente diz respeito à equiparação do teto da remuneração dos servidores públicos com o dos trabalhadores da inciativa privada, que é de R$ 5.200,00. Há servidores que recebem acima de R$ 30 mil. A categoria drena quase 70% dos recursos da previdência.

Neste domingo, funcionários de universidades ligadas à Fasubra (Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras) foram à residência oficial da presidência da Câmara em Brasília para protestar contra a reforma da Previdência.

O presidente Michel Temer participa de jantar no local com líderes de partidos aliados no Congresso. Cerca de 40 pessoas gritaram palavras de ordem contra os participantes do jantar. O protesto terminou cerca de 30 minutos depois.

“O Temer vai ganhar uma passagem pra sair desse lugar. Não é de carro, nem de trem, nem de avião. É algemado, no camburão. Eita temer ladrão”,  e “Ô deputado se tu voltar, vamos acabar com o caviar”, berravam os manifestantes.

Os servidores federais estão revoltados com Temer por outros motivos. A categoria que viu seus rendimentos crescerem 3 vezes durante os governos Lula e Dilma teve os reajustes congelados até 2019 pelo atual presidente. 
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