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Edir Macedo acusado de tráfico internacional de crianças. Até os netos do dono da Universal seriam 'roubados' de mães em dificuldades



O bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus, tornou-se alvo de uma gravíssima denúncia por envolvimento com o tráfico internacional de crianças. Segundo reportagem da rede de TV portuguesa TVI, até mesmo os netos de Edir teriam sido roubados de famílias em dificuldades que deixaram seus filhos em um lar de crianças, mantido ilegalmente em Lisboa pelo dono da IURD.

O programa "O Segredo dos Deuses", que vai ao ar nesta segunda-feira, dia 11, apresenta o resultado de sete meses de investigação das jornalistas Alexandra Borges e Judite França sobre a rede de tráfico internacional de crianças em Portugal que envolve a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Segundo o portal N-TV, de Portugal, “A Igreja Universal do Reino de Deus tinha, na década de 1990, um lar ilegal de crianças, em Lisboa, de onde desapareceram vários menores roubados às suas mães. As crianças eram entregues diretamente no lar, à margem dos tribunais, por famílias em dificuldades e acabavam no estrangeiro, adotadas, de forma irregular, por Bispos e Pastores da igreja”. Quem o diz é a TVI em comunicado.

É esta a conclusão de sete meses de investigação das jornalistas Alexandra Borges e Judite França. O resultado poderá ser acompanhado a partir desta segunda-feira, na primeira série informativa da estação de Queluz de Baixo. São dez episódios a emitir todos os dias úteis, a seguir ao “Jornal das 8”.

Na nota enviada às redações, o canal refere que em “O Segredo dos Deuses” se mostrará como “Edir Macedo, líder máximo da IURD, está envolvido nesta rede internacional de adoções ilegais de crianças, e que os seus próprios ‘netos’ são crianças roubadas do Lar Universal, uma instituição que à época fazia parte da obra social da igreja”.

"Estas mães literalmente foram roubadas no que diz respeito aos seus filhos, de quem não sabiam há mais de 20 anos. Esta investigação só foi possível ser conhecida 20 anos depois. Agora, algumas pessoas saíram da Igreja, começaram a ver com distanciamento e guardaram, inclusivamente, documentação original daquela altura. É uma história muito grave. (...) Temos histórias complicadíssimas", explicou Alexandra Borges, no Jornal das 8 da TVI."

"Em casos de adoção que são casos sigilosos, chegar às mães é muito difícil. Nós estávamos a fazer um caminho de investigação totalmente diferente e, de repente, tropeçámos numa deixa. Fomos desfiar esse fio e o fio nunca mais acabava, até que conseguimos chegar a essas mães e a algumas dessas crianças. (...) Há 20 anos, a máquina estava muito bem oleada", acrescentou a jornalista Judite França."
Com informações da TVI


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