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Defensores do Estado indutor de riquezas, Bolsonaro, Lula e FHC defendem manutenção dos privilégios da elite de servidores na Previdência



Cerca de 1.5 milhão de beneficiários de salários que chegam até R$ 33 mil estão bastante satisfeitos com a postura de Lula, Fernando Henrique Cardoso e Jair Bolsonaro em relação à proposta do governo Temer, que prevê o fim dos privilégios de servidores públicos na Previdência. Na imprensa não é diferente. Jornalistas como Ricardo Boechat, que também não fazem questão de esconder sua simpatia pela ideia do Estado indutor da riqueza de grupos de privilegiados, também é contra a reforma da Previdência proposta pelo governo. Isso sem contar as hienas impressa que comemoram com fogos de artifício cada novo atraso na aprovação da reforma. A hipocrisia neste caso é dupla. Os mesmos que são contra a reforma tentam atribuir a dificuldade em sua aprovação à incompetência do presidente Temer. Mesmo sabendo que o governo tem se empenhado ao máximo em convencer as lideranças dos partidos sobre a importância da reforma.

O PSDB, PT e parlamentares alinhados com ideais de esquerda conseguiram atrasar ao máximo a votação do texto apresentado pelo governo que prevê o fim dos privilégios para a elite do funcionalismo público. Eles são contra a equiparação das aposentadorias de servidores à dos trabalhadores da inciativa privada. Neste momento, 1.5 milhão de servidores recebem o mesmo que 33 milhões de pensionistas na Previdência. Mas na visão dos defensores do Estado indutor da economia, as grifes e restaurantes de luxo precisam do dinheiro do contribuinte que é colocado nas mãos da elite da previdência. Os construtores de prédios de luxo precisam de servidores com altos salários para comercializar seus imóveis.

Após conseguir adiar a votação do projeto do governo para fevereiro, os defensores da manutenção dos privilégios da elite da Previdência vão tentar agora aprovar regras de transição retroativas que vão garantir a continuidade dos privilégios de servidores que ingressaram no serviço público a partir de 2003. Se você é um servidor ou familiar de alguém que recebe mais de R$ 30 mil por mês, tem todos os motivos para votar nos candidatos do PT, do PSDB e no deputado Jair Bolsonaro.

O Governo Temer tem sido chantageado por esta gente e forçado a ceder, ceder e ceder em troca do apoio para a reforma da Previdência. A proposta inicial do governo, que previa a economia de R$ 80 bilhões ao ano, foi esmagada por interesses corporativos para cerca de R$ 55 bilhões ao ano. Como não conseguiram matar o projeto adiado por governantes do país há mais de trinta anos, a turma do contra pretende garantir mais alguns bilhões para os privilegiados, que podem muito bem pagar por um plano de previdência privada.

Apesar das chantagens, o governo pretende forçar ao máximo o avanço da reforma sem abrir mão de receitas. Os servidores argumentam que a Previdência pode pagar seus benefícios, 30 vezes maior que os recebidos pelo trabalhador comum. Mas a questão não é se tem ou se não tem o dinheiro. É uma indecência manter tantos privilégios num país que carece de investimentos em educação, saúde e segurança.

Não foi por acaso que Temer nomeou um tanque de guerra sem papas na língua para brigar pela reforma. O novo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o governo não tem compromisso com nenhum tipo de flexibilização na reforma da Previdência. Destacou, porém, que continua ouvindo sugestões, sobretudo para trazer mais votos pela aprovação da reforma na Câmara.

“Nós não temos nenhum compromisso com qualquer tipo de flexibilização. Estamos ouvindo, como já ouvimos e podemos ouvir mais para frente. Mas compromisso nenhum foi firmado. O que é importante é que aqueles que nos trazem sugestões de modificação tragam junto os votos que essa modificação pode trazer à reforma”, disse ele.

A proposta original da reforma da Previdência era mais ampla, porém foi sendo reduzida pouco a pouco após negociação com os parlamentares para aprová-la no Congresso. O governo argumenta que a reforma irá combater os privilégios aos que recebem altos salários do funcionalismo público, sem prejuízo aos que recebem salários mais baixos. Com as mudanças, no entanto, a estimativa de economia do governo caiu cerca de R$ 320 bilhões no período de dez anos, ou cerca de 40% da economia prevista em comparação com a proposta inicial enviada no ano passado ao Congresso.

Logo após tomar posse como ministro, nesta sexta-feira (15), Marun concedeu entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Para ele, o adiamento da votação para fevereiro de 2018 não será um problema. Na mesma linha do que disse o presidente Temer durante a cerimônia de posse, o novo ministro afirmou que o mês de janeiro será usado para os deputados buscarem apoio à reforma em suas bases eleitorais.

“Nosso sentimento é que os parlamentares dos partidos da base, ao chegarem em suas bases eleitorais para conversarem com suas bases, receberão apelos pela aprovação da reforma. A nossa expectativa é que o recesso, no lugar de atrapalhar a aprovação da reforma, vai ajudar”, disse.

O novo ministro também se mostrou satisfeito pela decisão do PSDB de fechar questão a favor a reforma. Para ele, não há mais motivos para não apoiá-la. Ele citou a retirada dos trabalhadores rurais e dos beneficiários BPC. Marun também lembrou que professores e policiais, por conta das particularidades de suas funções, terão idade mínima diferenciada.

“Praticamente não existem mais argumentos para ser contra. Ou você é contra porque é contra o governo e finge não saber que a reforma é necessária ou é contra por ter receio das consequências eleitorais que um voto pode trazer nessa questão”, disse Marum.

O novo ministro vinha exercendo papel de destaque na articulação política do governo como deputado na Câmara. Agora, como ministro, Marun disse que vai intensificar o diálogo com o Congresso tendo como foco principal a reforma da Previdência, conforme pedido feito pelo próprio presidente Temer durante seu discurso. “Eu peço a você, viu Marun, que na sua atuação na articulação política, dedique-se dia e noite, 18 horas por dia, se possível 20 horas, à reforma da Previdência. Você tem energia pra isso, energia física, comunicativa, intelectual”, disse Temer durante a cerimônia de posse.

Neste momento, os grupos de privilegiados da Previdência estão investindo milhões para barrar a reforma. Pagam passagens de avião, distribuem dinheiro para parlamentares e atuam de forma criminosa nos bastidores de uma das votações mais importantes do país em trinta anos. Estão todos com Lula, Dilma, Gleisi Hoffmann, FCH, Vagner Freitas, Guilherme Boulos e...Jair Bolsonaro. Mesmo os mais discretos como FHC atuam nos bastidores para criar dificuldades para o avanço do projeto do governo em acabar definitivamente com os privilégios. Ma proposta inicial, o governo pretendia acabar com privilégios de militares e de filhas pensionistas que recebem salários de até R$ 33 mil durante toda a vida sem nunca terem trabalhado. Praticamente nenhuma se casa 'no papel' para não perder o benefício vitalício. Bolsonaro se pronunciou sobre este aspecto da reforma:  "Se quiserem colocar os militares na Previdência eu concordo, desde que tenhamos direito à greve, fundo de garantia, hora extra." Não é bem assim. Basta que os militares ou demais servidores passem a contribuir com uma previdência privada, caso queiram receber mais que o teto proposto pelo governo, que é de R$ 5.300,00, o mesmo teto dos trabalhadores da inciativa privada. Tornar a previdência igualitária é uma proposta democrática que não agrada muita gente que não se conforma com o fim dos privilégios de castas.

Os defensores de Bolsonaro vão acabar prejudicando o candidato agindo como petistas fanáticos que defendiam Lula e ajoelhavam para tudo que o molusco falava. Tentar impor aos outros suas opiniões é fanatismo. O ideal na Democracia é arejar o debate e cobrar de Bolsonaro posturas claras sobre suas proposições. Não tem esse papo de ficar em cima do muro, de dizer que tem que ser do seu jeito, etc. Ou é favorável ou contra. Simples assim. O cara não diz que é papo reto? Não é admirado por não ter papas na língua? Porque não se posicionar claramente sobre temas importantes? É o que todos brasileiros esperam de seus candidatos. A maré da preferência do eleitorado vai se dividir no ano eleitoral. Quem quiser agradar a maioria apenas para angariar simpatia vai se complicar.

O PSDB, como sempre em cima do muro, anunciou que não vai criar nenhum embaraço aos parlamentares que votarem contra a reforma. Eles são amigos de uma parte dos brasileiros. Justamente os mais favorecidos. Já o povo..

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