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Defensores da intervenção militar irritadíssimos com homenagem das Forças Armadas ao presidente. Temer foi comparado a Napoleão Bonaparte



Não há nenhum segredo sobre a convicção compartilhada entre os representantes da cúpula militar brasileira de que o presidente Michel Temer é reconhecido como o maior benfeitor das Forças Armadas nos últimos trinta anos. Mas este não foi motivo que levou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, a comparar o presidente ao general francês Napoleão Bonaparte, durante cerimônia com oficiais na Base Aérea de Brasília esta semana. Para compreender a natureza de certas colocações, é preciso considerar muitos aspectos ocorridos durante aquele encontro e outros eventos que o antecederam.

Na ocasião, Temer exaltou a importância da disciplina e do respeito entre as instituições, numa clara referência ao ímpeto político de setores do judiciário. De forma indireta, Temer mencionou as recentes manobras envolvendo meios de comunicação, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot e ministros do Supremo Tribunal Federal, que ficaram de braços cruzados enquanto o ministro Edson Fachin homologava um acordo de delação premiada de Joesley Batista, reconhecido por todos na Corte como um chefe de organização criminosa. O conluio entre integrantes destas instituições com criminosos e grupos poderosos tinha o objetivo de derrubar o governo, de modo a resgatar o prestígio e os privilégios perdidos com a queda dos governos corruptos do PT.

A conspiração, que causou prejuízos de mais de R$ 200 bilhões no mercado e tiraram do país mais de seis meses da governabilidade, quase prosperou. Nunca na história da república, um presidente foi alvo de ataques coordenados entre forças tão poderosas. Diante da baixa popularidade de Temer, a expectativa era a de que a sociedade seria facilmente manipulada pela comoção do combate à corrupção e o presidente cairia com o primeiro espirro. O problema é que Temer é o mais respeitado advogados constitucionalista do país, possui vasta experiência no comando do Congresso e é um profundo conhecedor das instituições. Temer se recusou a ceder as pressões e não apenas anunciou que não renunciaria, como também prometeu desmascarar os conspiradores. De fato, meses depois os criminosos da JBS foram presos e as manobras de Janot e de seus auxiliares da PGR para forjar denúncias foi parcialmente esclarecida.

Entre os militares, a convicção de que o presidente e o país estavam sendo alvos de um golpe de setores do judiciário, alinhados com a esquerda corrupta e grupos poderosos foi formada a partir de estudos de inteligência do mais alto nível. O empresário Joesley Batista, instruído por membros da PGR, atraiu um ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, e lhe prometeu um prêmio de R$ 500 mil para que ele conseguisse agendar um encontro com o presidente. Rocha Loures concordou com a proposta de lobby e seguiu orientações estreitas de Joesley, como informar que iria ao encontro, fornecer a placa do carro que chegaria ao Palácio do Jaburu e por fim, deixar que Joesley fosse sozinho ao encontro, devidamente munido de gravadores e instruído sobre o que conversar com Temer pelo então braço direito de Janot, Marcelo Miller. A trama consistia em somar a gravação forjada com as imagens da ação controlada que filmou Rocha Loures recebendo a mala com os R$ 500 mil. O plano parecia perfeito e os meios de comunicação se incumbiram de veicular aquelas informações de foma maciça durante dias a fio. Os mecanismos clássicos de manipulação da opinião pública estavam todos presentes na conspiração e foram tão eficientes, que até hoje, boa parte da população ainda se recusa a crer que foi tão vilmente manipulada. Entre admitir que foram enganados e reconhecer que o presidente foi um dos homens que mais fez pelo país nos últimos trinta anos, muitos preferem manter o discurso vazio da esquerda contra Temer.

Cientes de que estava em curso uma grande conspiração contra a instituição da Presidência da República, contra a Constituição e contra a Democracia, os militares se colocaram de prontidão para garantir a manutenção da Lei e da Ordem, em apoio irrestrito ao presidente Temer. É lamentável que a maioria dos dados de inteligência levantados durante aquele período tenham sido mantidos em sigilo. As informações, forçosamente classificadas sigilosas, seriam capazes de levar muita gente poderosa para a cadeia. Uma das informações não classificadas diz respeito à tentativa de Janot em conseguir um terceiro mandato com o presidente Michel Temer para continuar manipulando a Lava Jato e garantir a blindagem dos corruptos do PT na PGR. Temer frustrou os planos de Janot e se tornou alvo de sua ira incontida.

Quando o Comandante da Aeronáutica comparou o presidente ao francês, se referia à determinação com que o presidente enfrentou a guerra suja de grupos poderosos e lutou bravamente pelo bem do Brasil, da democracia e do respeito ao Estado de Direito.

Disse o Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato - “Senhor Presidente, este era um dos dogmas de fé de Napoleão Bonaparte: não há nada mais precioso do que saber decidir! As suas decisões não têm receio do futuro e Vossa Excelência não tem medo de ter coragem e está convicto de que a batalha nacional não se vence se não estivermos todos dentro dela”.

“A sua lide continuará sendo a de perceber qual o caminho seguro e quais os melhores processos para conduzir os que dependem da sua liderança, das suas decisões, “pois não há nada mais precioso do que saber decidir!” Que o final de ano propicie a Vossa Excelência o descanso merecido entre batalhas”, finalizou o Comandante da Aeronáutica. Leia AQUI a íntegra de seu discurso

Quando Napoleão Bonaparte assumiu o poder na França, a sociedade atravessava um dos momentos mais tensos de sua história e vivia o trauma dos processos revolucionários ocorridos no país nos últimos tempos. A sociedade havia adquirido uma forte resistência aos ideais dos jacobinos, formados por revolucionários radicais. A Europa inteira também temia que os ideais revolucionários franceses em voga antes da chegada de Napoleão ao poder se difundissem por seus reinos.

Os jacobinos foram os mais radicais partidários da Revolução de 1789 e chegaram a comandar a França entre 1793 e 94. Apesar do pouco tempo que permaneceram no poder, deixaram a marca da violência totalitária que chocou o mundo. Defendiam uma regime político com uma fachada democrática, mas que na verdade tinha como base um projeto de poder baseado na direção política centralizadora e tirânica.

A escalada da corrupção no Brasil patrocinada pelos governos do PT também é um fato histórico que chocou a sociedade brasileira e o mundo. Munidos de um plano de poder duradouro, Lula e seus aliados aparelharam as instituições do país, incluindo as universidades e setores do judiciário, como o STF e o MPF, com pessoas que compartilhavam dos ideais do partido. Na esteira do financiamento do plano de poder, Lula organizou esquemas de corrupção e de favorecimento a grupos de comunicação, donos de grandes fortunas, empresários corruptos, banqueiros e outros grupos poderosos. Mas os desmandos e desvios foram tão significativos que acabaram levando o país para a maior, mais profunda e mais duradoura recessão de sua história. Mas de 200 mil empresas faliram e 14 milhões de chefes de família ficaram sem seus empregos.

Tamanha insatisfação fez com que boa parte da sociedade, influenciada por setores do Judiciário, perdessem a fé na classe política e passassem a defender uma intervenção militar no país. Obviamente, há razões para este sentimento, tendo em vista que o período em que o Brasil mais prosperou foi justamente durante os anos do regime militar. O problema é que esta não seria uma solução contemporânea para uma nação que busca evoluir em sua democracia e vencer os desafios impostos por este processo de amadurecimento de suas instituições. Entregar o país nas mãos dos militares seria uma postura cômoda para aqueles que não estão dispostos a lutar por um país democrático. Por fim, além de não ser esta a atribuição das Forças Armadas, a situação geraria descontentamento de outra parte significativa da sociedade e traria de volta ao país os principais problemas enfrentados durante o regime militar.

Foi justamente neste sentido histórico que a presença de Michel Temer no governo mais corrupto da história do país fez toda a diferença. O atual presidente foi escolhido por Lula justamente em virtude de sua reputação ilibada, de sua força no Congresso Nacional e de sua experiência como parlamentar e advogado constitucionalista. Ideólogo de soluções imperiosas para o país, Temer sempre debateu suas ideias com os colegar e auxiliou os três últimos presidentes da República a aprovarem projetos importantes para o país, como a própria Constituição, o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Como tinha consciência que havia escolhido uma pessoa desqualificada para ser sua sucessora para poder continuar mandando no país de fato, o ex-presidente Lula resolveu convocar Temer não apenas pelo fato dele ser um homem de vida pública com mais de 40 anos sem nenhum processo, inquérito ou suspeição, como também por sua vasta experiência política. O objetivo de Lula era se cercar do risco de eventuais lambaças de Dilma. Temer já nutria o desejo de implementar seus projetos no país e viu no convite de Lula uma oportunidade de contribuir com suas ideias reformistas de forma mais efetiva.

O problema é que o poste escolhido por Lula, além de incompetente, era arrogante e não aceitava sugestões de seu vice. Já fragilizada ao fim de seu segundo mandato, Dilma cedeu aos apelos do ex-presidente Lula e concordou em prometer a Temer que ele teria maior protagonismo no governo, caso concordasse em ser seu vice nas eleições de 2014. Mas não foi bem este o motivo que levou o peemedebista a aceitar o convite. Naquela altura, Temer já previa que o país enfrentaria uma grave crise econômica e sabia que tinha que se manter vigilante sobre os destinos do país. Quando percebeu que não havia mais como esperar que Dilma e Lula solucionassem os problemas que se agigantavam, Temer decidiu romper com a então presidente. Na ocasião, o então vice teria dito a um interlocutor que não tinha qualquer dúvida sobre de que lado deveria ficar: com o governo ou com o Brasil. Temer escolheu o Brasil e ajudou a livrar o país do governo mais corrupto de toda a história. Mesmo sendo um mestre em direito constitucional, Temer se empenhou em se certificar da justeza política, legal e constitucional  acerca do inevitável  processo de impeachment de que Dilma seria fatalmente alvo.

Reconhecido como "O Senhor do Congresso",  o então vice-presidente se empenhou em garantir maioria na Câmara e no Senado para assegurar a deposição da petista. Assumiu o governo durante a pior recessão da história do país e em poucos meses, conseguiu recolocar a economia do país nos trilhos e a atrair novos investimentos. Conhecedor dos métodos de financiamento do PT, Temer foi implacável e eliminou cada um deles de forma sistemática e cirúrgica. Demitiu mais de 20 mil ocupantes de cargos comissionados, acabou com a mamata dos artistas na Lei Rouanet, cortou as verbas oficiais para os blogs petistas e jornalistas de aluguel, cortou pela metade os repasses milionários aos meios de comunicação, cortou repasses federais para movimentos sociais controlados pelo PT, acabou com a farra das 16 maiores empresas do Brasil no BNDES e até extinguiu o famigerado imposto sindical obrigatório.

Temer contrariou muita gente e é reconhecido como o maior algoz do PT. O problema é que os grupos atingidos acabaram se organizando para planejar um contra-ataque. Os donos das grandes fortunas, rentistas e especuladores do mercado financeiro também não estavam nada satisfeitos com a redução drástica da inflação e dos jutos. Estes setores foram aglutinando forças e estavam definitivamente dispostos a derrubar o governo. Chegaram até a contar com a simpatia de uns poucos militares oportunistas, alinhados com suas ideias. Foi justamente neste momento que as Forças Armadas entraram no jogo para cumprir seu papel institucional de garantidores da Democracia e da manutenção do Estado de Direito. Os recados foram bastante claros.

Acompanhe abaixo alguns trechos em que o presidente Michel Temer foi homenageado durante a Cerimônia da cúpula das Forças Armadas na Base Aérea de Brasília esta semana.

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