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Contando os dias para seu julgamento no TRF-4, uma frase que não sai da cabeça de Lula: "A minha convicção é que o senhor é culpado



Uma frase proferida pelo juiz federal Sérgio Moro no dia 13 de setembro vem atormentado a cabeça do ex-presidente Lula nos dias que antecedem o julgamento de seu recurso no Tribunal Federal Regional da 4ª Região. No próximo dia 24 de janeiro, o colegiado julgará o recurso de Lula sobre sua condenação no caso do triplex do Guarujá, a ação penal em que o petista foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Lula bem que tentou arrancar um fio de esperança durante seu último interrogatório como o juiz Moro relativo à ação penal em que figura como réu, acusado de recebimento de vantagens indevidas da Odebrecht. Recorrendo a técnicas para lá de manjadas para extrair algum resquício de hesitação do magistrado, Lula jogou suas fichas:

- Eu vou chegar em casa amanhã e vou almoçar com oito netos e uma bisneta de seis meses. Eu posso olhar na cara nos meus filhos e dizer que eu vim para Curitiba prestar depoimento a um juiz imparcial?, começou Lula.

- Bem, primeiro, não cabe ao senhor fazer esse tipo de pergunta a mim, mas sim! - respondeu Moro, astuto e vigilante sobre seus instintos perante o sujeito que se autodenominou uma Jararaca.

-  Porque não foi o procedimento na outra ação, se aventurou Lula, na expectativa de que Moro titubeasse sobre sua condenação no caso do triplex. Moro logo se deu conta das intenções ardilosas do petista e resolveu encerrar o jogo de palavras de forma curta e grossa:

“Não vou discutir a outra ação aqui com o senhor, senhor ex-presidente, se fossemos discutir aqui, a minha convicção é que o senhor é culpado”, disparou Moro. Antes de encerrar o interrogatório, magistrado ainda lembrou o que o petista tinha pela frente, referindo-se ao processo no Tribunal Regional Federal da 4ª Região:

 “Represente a suas razões no tribunal, se a gente fosse discutir aqui, não seria bom para ao senhor.”

"A minha convicção é que o senhor é culpado”
"A minha convicção é que o senhor é culpado”
"A minha convicção é que o senhor é culpado”
"A minha convicção é que o senhor é culpado”.

Estas são as palavras que não saem da cabeça de Lula no momento. São palavras duras que podem ecoar ainda no voto dos desembargadores do TRF-4 em janeiro.

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