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Chico Buarque e membros do MST assinam manifesto contra julgamento de Lula e pedem que Justiça abra exceção para o ex-presidente



Um grupo formado por petistas e encorajados pelo ex-presidente Lula pretende lançar um manifesto contra o julgamento do recurso do petista no TRF-4 (Tribunal Federal Regional da 4ª Região) no dia 24 de janeiro. O grupo também é contra a possibilidade de Lula ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, caso o colegiado confirme que Lula praticou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso relativo ao triplex do Guarujá.

O responsável pelo manifesto que pretende que a Justiça abra uma exceção para o ex-presidente Lula é seu ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. O documento intitulado como “Eleição sem Lula é fraude”,  afirma que o julgamento de Lula é um "golpe".

O texto, que contém críticas ao governode Michel Temer e ao processo conduzido pelo TRF-4, que
foi reprovado pela defesa de Lula pela tramitação recorde, foi assinado por Chico Buarque, pelo ativista de esquerda americano, Noam Chomsky, e representantes de movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

O grupo tenta vender a imagem que Lula é uma vítima e que merece ser tratado de forma excepcional por ter sido um ex-presidente da República que teria tirado milhões de pessoas da miséria. O problema é que todas narrativas tecidas pelo ex-presidente Lula e por seus aliados para tentar desqualificar todo o processo é fruto de um desespero bastante óbvio. O petista não é um criminoso qualquer, como um empreiteiro, um laranja ou um doleiro. A verdadeira dimensão de Lula na maior investigação sobre corrupção do Brasil também não tem qualquer relação com o fato dele ter sido um ex-presidente da República.

No dia 24 de janeiro de 2018, os membros da 8.ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de Porto Alegre, o TRF-4, vão julgar o homem apontado há mais de três anos como o chefe da organização criminosa que praticou o maior assalto aos cofres públicos da história do país ao longo de quase uma década e meia.

Lula está na origem de praticamente todos os crimes investigados na Operação Lava Jato e foi diretamente incriminado por todas as estrelas de segunda grandeza da investigação, como Emílio e Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Renato Duque, João Santana, Monica Moura e até mesmo por seu ex-faz tudo durante décadas, o ex-ministro Antonio Palocci.

O petista não foi apontado apenas como conivente com os esquemas bilionários de corrupção, mas como o comandante máximo da organização criminosa que desviou bilhões dos cofres públicos através de uma verdadeira engenharia de corrupção. Lula não apenas sabia ou comandou os ilícitos perpetrados na Petrobras, BNDES e ministérios com o propósito de financiar um plano de poder duradouro e ambicioso. O ex-presidente também se beneficiou pessoalmente dos esquemas criminosos e recorreu a empresas de fachada, laranjas e outros mecanismos clássicos de lavagem de dinheiro para ocultar vantagens indevidas.

Embora Lula e seus aliados tentem de todas as formas vender a ideia de que o petista não é um criminoso comum e irrelevante, que insistam na narrativa de que não há provas contundentes suficientes para que a Justiça imponha uma condenação exemplar, Lula esteve no epicentro de praticamente todos os crimes investigados na Lava Jato até o momento. Por mais que tentem se fazer de desentendidos, o fato é que agora chegou a vez do chefe. 

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