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Bolsonaro acusado de fazer leilão com partidos e de exigir 'dote' para se filiar




O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) caiu na berlinda dos presidentes de partidos e está sendo acusado de exigir um 'dote' que ninguém parece disposto a pagar. O presidente do Patriota, Adilson Barroso, disse à Folha nesta quinta-feira (21) que a equipe jurídica do deputado pré-candidato à Presidência quer ter o controle de 23 dos 27 diretórios estaduais do Patriota para migrar para a legenda.

"Nosso combinado eram cinco Estados e cinco membros na executiva nacional –vice-presidente, secretário-geral, secretário de comunicação e mais dois. Depois pediram mais cinco Estados, depois mais cinco Estados e já está em 23 Estados", disse Barroso. Segundo o jornal Gazeta do Povo, Adilson Barroso afirmou que Jair Bolsonaro pediu até o controle do fundo partidário. “Só se fosse débil mental” atenderia todos os pedidos de Bolsonaro, disse o presidente do Patriota,

Segundo o presidente do Patriota deu a entender na entrevista à Folha, Bolsonaro estaria fazendo leilão de sua filiação. Durante entrevista ao blog Crítica Nacional, o próprio Bolsonaro afirmou que recuou da ideia de se filiar ao Patriota e que teve uma conversa excepcional com o presidente do PSL-Livres, Luciano Bivar.

Bolsonaro foi desmentido horas depois através de um comunicado publicado nas redes sociais, no qual o PSL-Livres negou de forma veemente sua filiação ao partido e informou sobre a incompatibilidade de ideias entre a legenda e o pré-candidato. Setores da imprensa informam que o candidato atualmente filiado ao  PSC-RJ  estaria considerando ingressar no Partido da República, o PR, mas diante das exigências de Bolsonaro, os diretores da legenda também não parecem muito dispostas a fechar uma parceria, diz o Estadão. "O presidente do PEN/Patriota, Adilson Barroso, se mostrou irritado e disse não acreditar que essa fosse uma decisão vinda do próprio Bolsonaro, mas, de pessoas do entorno do deputado. “Ele ainda não me ligou para comunicar nada. Se isso acontecer, eu digo que não entendo a mente dele”, afirmou Barroso. “Tudo o que foi pedido eu cedi. Mudei até o nome do partido e cheguei a perder 80% da minha base por ele”, disse.

Segundo fontes, Bolsonaro estaria 'muito convencido' por conta de seu poder de eleger parlamentares e até mesmo governadores durante a campanha de 2018. Obviamente, nenhum dono de legenda estaria dando ouvidos ao político, caso não acreditassem nesta possibilidade.

A Folha de S. Paulo informou nesta sexta-feira, 22, que o presidente do Patriotas, Adilson Barroso, parece ter chegado a um termo nas negociações com Bolsonaro. Ele agora “cogita se licenciar do comando da sigla para que o filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro, a assuma”. Este pode ser o fim da novela e o início de novas rodadas de negociações envolvendo candidaturas nos estados.

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