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Baixaria no Judiciário por dinheiro. Associação dos Juízes faz pente-fino em privilégios de outras categorias para justificar regalias



A briga pela manutenção de privilégios por parte do Judiciário produziu mais um triste episódio. Diante da ameaça de perderem a ajuda de custo de quase R$ 5 mil com auxílio-moradia, a turma da toga se mobiliza para apontar privilégios de outras categorias bem menores que o Judiciário. Apenas com o auxílio-moradia, a União já gastou R$ 4.5 bilhões desde 2014 e deve gastar outros cerca de R$ 500 milhões em 2018, caso a pressão do Judiciário para assegurar seus privilégios prevaleça.

Segundo a coluna Painel da Folha, "a Associação dos Juízes Federais levantou honorários pagos a integrantes da AGU de maio a outubro deste ano. Em média, eles receberam ao menos R$ 4.000 por mês. Esses valores ficam de fora do cálculo do teto salarial e podem fazer a remuneração extrapolar o limite de R$ 33,7 mil. A Ajufe vai levar os dados à Comissão Especial do Extrateto, do Senado, que discute proposta para limitar ganhos dos servidores ao máximo estabelecido por lei".

Os magistrados estão inconformados com a disposição do governo de fazer valer o limite do teto dos salários dos servidores, eliminando penduricalhos que podem dobrar os rendimentos de juízes, ministros, desembargadores e procuradores.

Mas há má fé até mesmo nas alegações sobre os benefícios extras destinadas aos membros da AGU. Os recursos são provenientes honorários pagos pelas partes que perderam ações, e não oneram o contribuinte. O montante ficava com a União, mas lei aprovada em 2016 determinou que os valores passassem a ser encaminhados a um fundo para serem divididos entre os integrantes do órgão de acordo com o tempo de serviço.

O presidente da Aufe afirmou que vai lutar até o fim pela manutenção dos privilégios e alega que a perda dos penduricalhos significam perdas salariais. O objetivo dos representantes do judiciário em realizar um pente-fino nos privilégios de outras categorias não é eliminar estes benefícios, mas sim defender o direito do auxílio-moradia  a juízes.

Revanche “Estão visando apenas os vencimentos da magistratura e esquecendo os de outras carreiras. Os honorários públicos são um extrateto. É dinheiro que deveria ser direcionado aos cofres públicos. Por que não se discute isso?”, provoca Roberto Veloso, que dirige a associação dos magistrados.

Com informações da Folha
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