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Ausência de lideranças políticas é a maior é décadas e deixa 65% dos eleitores sem opções



Por mais que os institutos de pesquisa tentem capturar o humor dos eleitores brasileiros e suas preferências para a eleição presidencial do 2018, um fato pouco divulgado pela imprensa não deixa dúvidas: os 65% de eleitores que não indicaram um favorito nas consultas recentes são a prova de que a população está órfã de lideranças políticas.

Isto significa que os candidatos que aparecem nas pesquisas eleitorais disputam a preferência de apenas 35% dos eleitores brasileiros. Neste cenário, o ex-presidente Lula e o deputado Jair Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, como cerca de 30% de intenções de votos entre os 35% de entrevistados que se arriscaram a dar algum palpite.

Diluídos estes números no universo total de eleitores, cada um dos dois favoritos aparece com pouco mais de 11% das intenções de votos.  Levando em conta as manifestações espontâneas de intenções de votos, 89% dos eleitores não manifestaram interesse em votar nem em Lula nem em Bolsonaro, debitando na conta de cada um os 11% do outro. A dificuldade dos dois em ultrapassar este teto que se mantém estável ao longo dos últimos três meses pode ser um indicativo de estagnação de suas candidaturas. Numa enquete recente, os mesmos 89% consultados acharam que o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck, tomou a decisão certa em desistir de sua candidatura.

Na prática, o quadro sucessório está para lá de indefinido, tendo em vista que os dois principais líderes não conseguiram apresentar avanços significativos em seus índices de preferência entre os eventuais votos válidos. A estagnação das duas candidaturas não é motivo de comemoração para os demais candidatos, como Marina, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, que disputam o outro terço dos eleitores que manifestaram suas preferências. Outro problema é que o patamar de rejeição aos nomes dos principais candidatos chega bem próximo do nível impeditivo de concorrer, considerando que todos aparecem com taxas de rejeição entre 30% e 40%.

O fato de 65% dos eleitores ainda não terem definido seus candidatos é reflexo da anemia das lideranças políticas do país e que ainda há espaço para o surgimento de outros nomes na disputa pela Presidência em 2018. O problema é saber quem são eles.


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