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As contradições de Lula durante interrogatório sobre propriedade e aluguel de cobertura em São Bernardo



O depoimento do ex-presidente Lula na ação penal relativa ao recebimento de vantagens indevidas da Odebrecht está repleto de contradições. Ficou claro que a habilidade do petista em mentir e ludibriar está limitada aos palanques, plateias cativas e simpatizantes. Diante de Moro, o petista se atrapalhou todo. Acompanhe abaixo o trecho em que o juiz federal inquire o réu sobre sobre uma cobertura comprada pela Odebrecht por meio de um laranja para o do ex-presidente:

Moro: Senhor ex-presidente, objetivamente, algumas questões são um tanto quanto óbvias, mas o senhor pode confirmar: o senhor reside nesse apartamento 122, bloco um, Avenida Francisco Prestes Maia, edifício Green Hill, em São Bernardo do Campo?

Lula: Desde 98.

Moro: Perfeito. O senhor é proprietário desse imóvel?

Lula: Sou proprietário desse imóvel.

Moro: O senhor ex-presidente pode confirmar se também ocupa o apartamento vizinho, o 121, desse mesmo edifício Green Hill?

Lula: Ocupo. Desde 2000... Acho que desde 98.

Moro: Perfeito. O senhor ex-presidente pode informar a que título o senhor ocupa esse...

Lula: Aluguel.

Moro: Consta, aqui no processo, no evento 44, no processo conexo 504.26.89, um contrato de locação de 01/02/2011, que teria sido celebrado entre o senhor Glauco da Costa Marques e a senhora sua esposa. Eu posso lhe mostrar aqui esse documento se for necessário, mas acredito que o senhor ex-presidente tem conhecimento dele.

Lula: Não precisa, não.

Moro: O senhor ex-presidente pode informar se conhece o senhor Glauco da Costa Marques e explicar sua relação com ele, se existente?

Lula: Olha, eu não tenho relação com o Glauco. Segundo ele disse, eu não me lembro, eu conheci ele em 2002, por ocasião da gravação de um programa de televisão do PT para a campanha presidencial daquela época. Ele disse que estava lá; eu não o conhecia porque tinha gente da produtora, tinha gente da fazenda e tinha o pessoal do PT lá do Estado do Mato Grosso. Eu ouvi ele dizer que ele me conheceu lá; eu não sabia. Depois, ele disse que me conheceu duas vezes, num jantar na casa do Zé Carlos Bumlai; eu também não me lembro, porque não era um jantar entre eu e ele, era um jantar entre centenas de pessoas na casa do José Carlos Bumlai. Depois, ele disse também que me encontrou num aniversário do meu filho, ou num aniversário meu lá em São Bernardo do Campo; é possível que seja verdade, mas eu não lembro.

Moro: Certo. O senhor participou da celebração desse contrato de locação?

Lula: Não, não participei. O senhor deve perceber, o primeiro contrato foi feito com base em manter a segurança, porque eu era candidato a presidente em 98, depois continuou o contrato, porque eu fui candidato e fui eleito presidente em 2002, depois a segurança da Presidência da República resolveu assumir a responsabilidade por garantir o contrato, até porque a segurança da Presidência utilizava parte e utilizava também a garagem do prédio para tomar conta da segurança presidencial. Pelo que eu sei, o dono, o seu Augusto, morreu em 2010, estava discutindo a questão do inventário; a dona, herdeira, queria vender, e como a prevalência é do inquilino, a procuraram, a minha casa, para perguntar se a gente queria alugar; dona Marisa disse que queria manter o aluguel e fez o contrato no dia 1º de fevereiro.

Moro: Certo, mas e como surgiu o senhor Glauco Costa Marques nessa história?

Lula: Porque ele era dono do apartamento.

Moro: Ele adquiriu da senhora Elenice?

Lula: Ah, eu não sei. Não sei, o fato concreto é que ele é dono do apartamento.

Moro: O senhor ex-presidente ocupa esse imóvel, assim, com qual finalidade? O que existe lá?

Lula: A finalidade é fazer segurança, fazer reuniões políticas para não ocupar o meu apartamento.

Moro: Mas esses...

Lula: O apartamento onde morava eu e minha família, a gente não queria ocupar.

Moro: Perfeito. Esse apartamento, ele é ocupado pelos seguranças que lhe dão proteção ou pelo senhor ex-presidente diretamente?

Lula: Não, agora não, agora ele é um apartamento que tá lá à minha disposição.

Moro: Perfeito. E o senhor ex-presidente faz reuniões ali?

Lula: Se permitirem que eu seja candidato em 2018, ele voltará a ter uma função política muito forte.

Moro: Certo. Consta aqui no processo que o — pelo menos segundo o Ministério Público — o senhor Glauco Costa Marques adquiriu esse apartamento em agosto ou setembro... agosto e setembro de 2010 — pagamento, escritura pública — dessa senhora Elenice Silva Campos. O senhor ex-presidente acompanhou essa aquisição?

Lula: Não, não acompanhei. Eu só tinha relação de amizade com o seu Augusto, porque, segundo informação do prédio, o seu Augusto era um homem muito duro, era um senhor português que não tinha relações muito boas com todo o conjunto, e eu nunca conheci a mulher dele, eu conheci ele, só.

Moro: Consta a afirmação do Ministério Público, o senhor Roberto Teixeira e o senhor José Carlos Costa Marques Bumlai teriam participado dessa aquisição, ou dessa venda da senhora Elenice para o senhor Glauco Costa Marques.

Lula: Eu não sei se participaram, mas o Roberto Teixeira, todo mundo sabe, é meu advogado.

Moro: Mas o senhor não ficou sabendo disso na época, em 2010?

Lula: Talvez não, porque, como eu era Presidente da República, e estava muito lá em Brasília, e a minha mulher vinha mais para São Paulo para cuidar dos filhos, pra ver a casa, possivelmente, é por isso que só ela assinou o contrato em fevereiro, porque a minha ausência era constante, e o contrato foi assinado pela minha mulher e pelo representante do... da dona do apartamento.

Moro: Perfeito. O senhor ex-presidente solicitou, de alguma forma, ao senhor José Carlos Bumlai, ou ao senhor Roberto Teixeira, que, vamos dizer, adquirissem esse apartamento?

Lula: Não, não.

Moro: Não?

Lula: Eu acho que foi quase que uma lógica sequencial de uma coisa que vinha acontecendo desde 1998: era manter o apartamento em função da mesma visão de que, por eu ser uma figura, sabe, de projeção nacional, era preciso que aquele apartamento não fosse ocupado por um terceiro, porque tinha muita facilidade de ver o apartamento que eu moro. Inclusive, tem uma mesma laje que, se alguém subir na laje, vai ver o meu apartamento.

Moro: Mas quando houve o falecimento do senhor Augusto, então, e esse imóvel não sei se foi posto à venda ou não, o senhor chegou a externar alguma preocupação nesse sentido, de que o imóvel fosse adquirido por um conhecido?

Lula: Não, porque não chegou a mim a morte de seu Augusto, ou seja, o que chegou a mim foi que comunicaram à segurança da Presidência da República — eu não sei se o General Gonçalves já prestou depoimento —, mas chegou à segurança da Presidência da República de que o apartamento ia ser vendido, e a preferência era para quem morava lá.

Moro: E aí houve a recusa dessa preferência?

Lula: E aí houve recusa para comprar, porque não tinha interesse em comprar. Aliás, a dona Marisa brigou comigo a vida inteira para mudar desse apartamento, porque ela queria mudar pra São Paulo.

Moro: E quando o senhor ex-presidente ficou a par de que esse imóvel havia sido adquirido pelo senhor Glauco Costa Marques?

Lula: Eu fiquei a par quando foi feito o contrato com a dona Marisa. Quando veio a proposta de alugar, disseram que o Glauco tinha comprado o apartamento e o Glauco estava disposto a alugar.

Moro: Quando lhe informaram isso, o senhor relacionou o senhor Glauco ao senhor Bumlai, ao parentesco?

Lula: Não. Eu sei que eles são parentes, mas não tinha nenhuma relação.

Moro: O senhor chegou a conversar com o senhor Glauco Costa Marques a respeito desse contrato, dessa locação?

Lula: Não, não...

Moro: E o senhor ex-presidente mencionou, então, essa locação, em fevereiro de 2011, esse contrato entre o senhor Glauco e a senhora sua esposa. O senhor ex-presidente, salvo engano, me disse que não participou dessa negociação e dessa celebração?

Lula: Não participei.

Moro: Tá certo. O senhor ex-presidente sabe explicar como foi pago o aluguel desse imóvel a partir de fevereiro de 2011?

Lula: Deixa eu lhe dizer uma coisa, doutor Moro: eu já disse, em outros depoimentos, eu casei em 1974; em 1975, eu virei presidente do sindicato, e aí eu comecei a viajar muito o Brasil. Eu odiava saber que uma mulher tinha que levantar todo dia e pedir dez reais para o marido pra ir na feira pra comprar uma coisa, então eu abri, em outubro de 1975, uma conta conjunta com a dona Marisa, pra deixar a dona Marisa administrar as questões da casa. Eu penso que eu fiquei próximo de 30 anos sem assinar um cheque na minha vida, porque a dona Marisa, primeiro, era muito séria no trato de dinheiro, era muito econômica — eu nunca tive medo de deixar um cartão de crédito com ela, porque eu tinha a consciência que a dona Marisa não gastaria nada que não fosse essencial —, e a dona Marisa ficou com a responsabilidade de fazer o contrato e de acertar aluguel, condomínio, IPTU e outras coisas da casa, era tudo ela que fazia.

Moro: Então o senhor ex-presidente não tem conhecimento de como era feito esse pagamento?

Lula: Não, pagava no banco. Pagava... sabe? Eu não tenho noção como era feito, mas devia ter pagado no banco.

Moro: O senhor Glauco da Costa Marques foi ouvido aqui em juízo, declarou que somente passou a receber o pagamento do aluguel do imóvel a partir do final de 2015, logo após a prisão do senhor José Carlos Bumlai. Essa é a afirmação dele. O senhor ex-presidente tinha conhecimento disso?

Lula: Não, não tinha conhecimento e fiquei surpreso com o depoimento dele, porque nunca chegou a mim qualquer reclamação de que não estava se pagando aluguel. Porque ele declarava no Imposto de Renda dele que pagava o aluguel, e eu declarava no meu Imposto de Renda, que a dona Marisa mandava para o procurador, o pagamento do aluguel. Então para mim nunca chegou.

Chegou, acho que a dona Marisa já estava doente, chegou uma carta para mim, uma carta em nome da dona Marisa, pedindo para que o pagamento fosse efetuado no Banco do Brasil. Mesmo nessa carta não se fala de atraso, não se queixa de atraso, então para mim estava tudo normal. A não ser que alguém falou para seu Glauco, "olha, você não precisa receber o aluguel que o papa vai pagar". Porque não tem outra explicação.

Moro: Mas alguém falou isso? A ele?

Lula: Não, não sei, eu estou insinuando aqui.

Moro: O senhor ex-presidente tem os comprovantes de pagamento desse aluguel entre esse período de 2011 até o final de 2015?

Lula: Ah, deve ter. Deve ter, querido, deve ter.

Eu, se for... se for...

Moro: O senhor ex-presidente apresentou isso aos seus advogados?

Lula: Eu, se for mexer na arca, sabe, do baú, que está lá em casa, eu posso achar esse documento. Mas isso deve estar... deve estar no meu Imposto de Renda. Deve estar no meu Imposto de Renda.

Moro: O senhor ex-presidente sabe se, por exemplo, foram feitos depósitos bancários entre 2011 e 2015?

Lula: Eu acho que foram feitos depósitos bancários. Eu não sei como, mas foram feitos. Foi pagamento.

Moro: Não, a princípio, os seus advogados não apresentaram esses depósitos até o momento. O senhor ex-presidente tem conhecimento?

Lula: Porque, certamente, eles não sabiam que... que não estava sendo pago, ou seja. Depois que o Glauco falou. Porque o dado concreto é que, na minha cabeça, até hoje, até hoje, o aluguel estava sendo pago normalmente. Porque nunca houve uma reclamação de que não estava sendo pago.

E por que a dona Marisa iria alugar um apartamento para a gente ficar, como estava desde 98, e não ia pagar? Qual é a lógica?

Moro: O senhor ex-presidente tem recibos do pagamento desses alugueis?

Lula: Deve ter recibo, deve ter. Eu posso procurar o contador, e saber se tem recibo.

Moro: Salvo engano do juiz, esses recibos não foram apresentados ainda, o senhor ex-presidente não sabe o motivo?

Lula: Eu não sei. Nem sei se já foi pedido para os advogados apresentarem.

Moro: Essa acusação contra o senhor foi formulada no final do ano passado, também recebida no final do ano passado, desde então não foi possível levantar isso aí?

Cristiano Z. Martins: Pela ordem, a questão já foi respondida, o ex-presidente já respondeu a Vossa Excelência que não era ele que cuidava desta questão. E então já foi respondida, Vossa Excelência insiste numa pergunta, aparentemente para tentar obter uma mudança do fato real, que já foi explicado aqui pelo depoente.

Lula: Mais importante, doutor Moro, eu acabei de dizer para o senhor que nunca, nunca o seu Glauco disse, em algum momento, para mim ou para dona Marisa que estava atrasado; pelo menos eu nunca soube. Só fiquei sabendo no depoimento dele aqui, sabe, que ele não tinha recebido o aluguel até 2015.

Moro: Certo, senhor ex-presidente.

Lula: Ele nunca se queixou.

Moro: Eu compreendo que o senhor é um homem bastante ocupado nos seus afazeres, provavelmente não cuida dessas questões do cotidiano, mas, por exemplo, depois de formulada essa acusação, no final do ano passado, não foi possível levantar isso com as pessoas ao seu redor, como isso foi pago, se não foi pago, ou foi pago?

Lula: Eu estou dizendo para o senhor que para mim estava pago. Para mim não foi levantado o ano passado, para mim foi levantado no depoimento que o Glauco fez aqui. Porque até então havia normalidade para mim.

Até então o apartamento estava sendo pago mensalmente, declarado no Imposto de Renda, declarado no Imposto de Renda dele, até aí não tinha nenhuma notícia de que não estava pago.

Moro: Mas o Ministério Público faz uma acusação contra o senhor de que esse imóvel, vamos dizer, seria do senhor e que os aluguéis não foram pagos. Isso não foi levantado?

Lula: Mas o Ministério Público não é dono da verdade...

Moro: Perfeito.

Lula: Tem muitas inverdades, inclusive...

Moro: Mas não houve uma preocupação do senhor ex-presidente, desde a formulação dessa acusação, em levantar essas provas do pagamento do aluguel?

Lula: Eu estou levantando agora, e vou repetir para o senhor. Nunca houve qualquer denúncia que o apartamento não estava sendo pago. Seu Glauco nunca levantou, seu Glauco nunca cobrou, seu Glauco nunca me telefonou. Nem ele e nem ninguém.

Pois bem, estou dizendo para o senhor que tinha uma relação da dona Marisa, sabe, no contrato do aluguel, porque a dona Marisa cuidava, de forma responsável, das coisas da casa. Eu só fiquei sabendo que não estava sendo pago agora quando o Glauco prestou depoimento.

Moro: Certo. Mas, aparentemente, ele falou isso, senhor ex-presidente, já no final do ano de 2015.

Lula: Não falou para mim.

Moro: Que esses honorários estariam...

Que esses aluguéis estariam sendo compensados...

Cristiano Z. Martins: Excelência, não existe essa afirmação. Eu peço que Vossa Excelência indique onde está essa afirmação, porque essa afirmação não existe.

Moro: Eu posso indicar, doutor.

Martins: Podemos verificar nos autos, mas não existe essa indicação do senhor Glauco.

Moro: O senhor Glauco declarou em depoimento ao inquérito, e antes à Receita Federal, isso ainda em 2015, que esses aluguéis estavam sendo compensados com honorários com o senhor Roberto Teixeira.

Martins: Certo. Então, a Vossa Excelência fez uma afirmação então que me dá razão. Porque o senhor Glauco não disse à Receita que não estaria recebendo esses aluguéis. Se tem outra afirmação, eu peço que Vossa Excelência indique, porque essa para a Receita não fala isso.

Moro: É o que ele afirma, que não estava recebendo aluguéis, porque esses aluguéis estavam sendo compensados com os honorários do Roberto Teixeira.

Martins: Então ele estava dizendo que estava sendo pago.

Moro: Estava sendo compensado com os honorários do Roberto Teixeira.

Martins: Compensação é pagamento, Excelência. Pela lei é isto.

Moro: Então, senhor ex-presidente, depois que o senhor Glauco falou que os honorários estavam sendo compensados pelo Roberto Teixeira, o senhor Roberto Teixeira negou esses fatos expressamente no final do ano passado; o senhor é acusado pelo Ministério Público desde o ano passado, de que esse apartamento seria, segundo o Ministério Público, do senhor, e o senhor não pagaria o aluguel, não foi possível levantar?

Lula: O Ministério Público é muito engraçado. Graças a Deus, como Deus escreve certo por linhas tortas, as coisas estão virando verdadeiras, estamos vendo o que está acontecendo com o Janot, o que está acontecendo com o Miller, e a Força-tarefa da Lava Jato, aqui, em Brasília, está tratando de forma a destruir o Ministério Público contando inverdades. Eles inventaram que o tríplex era meu porque o Globo disse, e não é, e o senhor sabe disso. Eles agora inventaram que o apartamento é meu, e não é, e eles sabem disso. Como inventaram a história do sítio que é meu, e não é. Ou seja, três denúncias do Ministério Público por ilação, porque eles têm a ideia de tentar transformar o Lula no powerpoint deles. E eu poderia ficar zangado, nervoso, mas eu quero enfrentar o Ministério Público, sobretudo a Força-tarefa, para provar a minha inocência.

Eu só espero que eles tenham a grandeza de um dia pedir desculpas. Eu não sei se o senhor Miller vai pedir desculpas pela palhaçada que foi feita, em Brasília, com o Joesley, e que agora está sendo desmontado.

Eu, por exemplo, vi o Ministério público me incluir na denúncia do Delcídio.

Moro: Sei.

Lula: Tem mais de 20 perguntas do Delcídio comigo nesse processo.

E o Delcídio é um mentiroso, descarado, que foi solto num pacto entre o Miller e a Globo para fazer denúncia contra mim.

Então, eu só quero repetir para o senhor com todas as letras, se essa moça vai escrever eu não sei, é o seguinte: eu nunca recebi do senhor Glauco nenhuma denúncia que não estava sendo pago aluguel. Ponto final. O único dia que eu ouvi dizer que não estava sendo pago aluguel foi no depoimento que ele fez aqui, a semana passada.

Moro: Então, eu presumo que senhor vai conseguir levantar, então, os comprovantes desses pagamentos?

Lula: Eu presumo que eu vou pagar, se dever para ele. Presumo que se não foi pago, eu vou pagar. É só isso.

Moro: Então o senhor não sabe dizer se foi pago ou não pago? O senhor não tem certeza?

Lula: Na minha convicção, estava sendo pago. Porque nunca houve, da parte do seu Glauco, para mim um comunicado de que não estava sendo pago.

E ele declarava no Imposto de Renda dele, e declarava no meu.

Moro: Então, o senhor ex-presidente reclama dessas acusações, mas eu recomendaria ao senhor, nesse caso, se não foram pagos esses aluguéis, que o senhor providenciasse a juntada dos comprovantes...

Martins: Excelência, se não mudou ainda o modelo, cabe à acusação fazer a prova da culpa e não ao acusado fazer a prova da inocência. Então...

Moro: Estou só auxiliando...

Martins: Às orientações de Vossa Excelência, eu agradeço às orientações de Vossa Excelência, mas eu prefiro o sistema constitucional.

Moro: Perfeito, vale para o doutor também, para juntar esses comprovantes, se houverem.

Lula: Mas eles é que têm que provar, doutor Moro.

Moro: Está certo.

Foi a partir deste depoimento que Lula se atirou no precipício e apresentou recibos ideologicamente forjados à Justiça, complicando ainda mais sua situação no processo. 
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