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Após fugir do oficial de Justiça, Lula foi levado na marra pela Polícia Federal. Agentes encontraram recibos de jóias roubadas e muito mais



O ex-presidente Lula anda dizendo nos palanques que a Polícia Federal esteve em sua casa e não encontrou nada. A bem da verdade, a PF encontrou milhões durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do petista em São Bernardo do Campo no dia 4 mês de março de 2016. O ex-presidente já vinha sendo investigado pela Operação Lava Jato há cerca de dois anos.

Lula havia sido intimado a prestar esclarecimentos sobre uma série de fatos relacionados com as investigações em curso, mas vinha se esquivando do oficial de Justiça, que tentou sem sucesso entregar a intimação ao petista. O receio dos investigadores da força-tarefa da Operação Lava Jato era o de que Lula poderia estar destruindo provas. Naquela ocasião, foi deflagrada a 24ª fase da investigação, batizada com o nome de Aletheia (em busca da verdade). A Operação tinha como principal alvo o ex-presidente Lula.

Logo que chegaram na portaria do Edifício Green Hill, em São Bernardo do Campo, endereço residencial de Lula, os agentes da PF forma surpreendidos com uma descoberta surpreendente: o petista não possuía apenas uma cobertura no prédio. O porteiro informou que a família do ex-presidente ocupava duas coberturas no edifício e queriam saber a qual das duas se referiam os mandatos. A 121 ou a 122. Unidade 121 do edifício Hill House era o endereço oficial do ex-presidente. A PF descobriu posteriormente que a segunda cobertura foi comprada pela Odebrecht em nome de um laranja e destinada a Lula como forma de repasses de propina oriunda de contratos superfaturados na Petrobras. Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci confirmaram em depoimento tais fatos ao juiz Sérgio Moro.

Enquanto Lula foi era conduzido coercitivamente para prestar depoimento na superintendência da PF no Aeroporto de Congonhas, outros agentes cumpriram mandados em em sua residência, No local, os investigadores encontraram documentos relativos a um cofre de uma agência do Banco do Brasil, em São Paulo. O documento intitulado, “Termo de Transferência de Responsabilidade (Custódia de 23 caixas lacradas)", constava a informação de que foram guardados alguns bens sob a guarda da mulher de Lula, Marisa Letícia Lula da Silva, falecida em fevereiro, e de seu filho Fábio Luis Lula da Silva.

Ao examinar o conteúdo do cofre posteriormente, a Polícia Federal encontrou 132 objetos, classificados como joias,obras de arte, medalhas, moedas, comendas, adagas, entre outras peças  de ouro que Lula roubou do Acervo da Presidência da República. Os objetos, avaliados em mais de R$ 20 milhões por especialistas, foram apreendidos por determinação do juiz Sérgio Moro e posteriormente devolvidos ao Acervo da União, após perícia dos técnicos do TCU e da Secretaria da Presidência da República.

Na mesma busca no apartamento de Lula, os investigadores encontraram documentos que comprovaram obras milionárias no sítio de Atibaia e no triplex do Guarujá. Encontraram ainda minutas e contratos relativos a aquisição de um terreno avaliado em mais de R$ 12 milhões que chegou a ser comprado pela Odebrecht para o petista, onde seria erguida a nova sede do Instituto Lula.

O ex-presidente ficou sem a cobertura no Edifício Green Hill, sem as joias que roubou do acervo público, sem o sítio em Atibaia, sem o triples no Guarujá e sem o terreno de R$ 12 milhões. Estas descobertas resultaram em novas ações penais em que Lula se tornou réu. O petista já foi inclusive condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a nove anos e seis meses de prisão no processo relativo ao triplex no Guarujá. Na mesma sentença na primeira instância, o juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 16 milhões em bens do petista, entre imóveis, automóveis e cerca de R$ 9.6 milhões em dinheiro encontrados em suas contas.

Lula já recorreu diversas vezes para desbloquear os bens e o dinheiro, mas seus pedidos foram negados pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). É esta corte de Segunda Instância que deve concluir o julgamento de Lula sobre o triplex. Confirmada a sentença agora no início de 2018, Lula cai na Lei da Ficha Limpa e se torna inelegível por oito anos. Há ainda a possibilidade de que o juiz Sérgio Moro peça sua prisão, após esgotados os recursos apelatórios.

Quando Lula diz que “Encontraram dinheiro na casa de não sei quem, joias na casa de não sei quem, contas na casa não sei de quem e na minha casa não encontraram nada”, há um certo exagero. Em valores, os agentes encontraram mais de R$ 100 milhões em crimes atribuídos ao petista. Bem mais que encontraram com Geddel ou Sérgio Cabral. Boa parte dos problemas que o petista enfrenta hoje na Justiça surgiram justamente a partir de provas encontradas em sua casa naquela manhã de 4 de março de 1026. O petista chegou a insinuar que a PF plantou provas em sua residência, mesmo ciente de que os investigadores não faziam a menor ideia sobre aquelas descobertas na ocasião.

Durante seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, Lula tentou se esquivar das evidências de seus crimes: "Eu não sei o que encontraram na minha casa, doutor. Entraram às seis horas da manhã, num escritório na minha casa. Faz exatamente 20 anos que moro naquela casa e 20 anos que não entro naquele escritório. Eu diria que era quase um lugar de jogar tranqueira, de jogar papéis e mais papéis. O fato de ter encontrado isso num escritório na minha casa não significa que eu tenha conhecimento ou que eu tenha visto. Até porque não sou obrigado a acreditar que foi encontrado na minha casa.", disse o petista que mais tarde acabou admitindo uma série de fatos e apresentou recibos falsificados para tentar se esquivar das provas relativas a sua segunda cobertura em São Bernardo.  
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