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Após décadas de discursos, Lula e a esquerda caem em contradição sobre combate à desigualdades no país



Assim como no tocante ao combate à corrupção, à distribuição de recursos públicos subsidiados a empresários bilionários, ao favorecimento de bancos, especuladores e donos de grandes fortunas com juros e inflação altos. Assim como passaram décadas prometendo a reforma agrária, o investimento em infraestrutura nas favelas e comunidades carentes, os integrantes do PT também ostentavam a bandeira do combate à desigualdade. Mas logo que chegaram ao poder, demonstraram que nunca tiveram nenhum compromisso com aquilo que propagavam. O único objetivo era chegar ao poder iludindo o povo. Todos os integrantes do PT ficaram milionários justamente com o dinheiro do povo que deram para a elite, em troca de comissões dissimuladas.

No caso do combate à desigualdade, fracassaram enormemente e ao longo de quase uma década e meia, o que fizeram foi aumentar o fosso que separa os mais ricos dos mais pobres no Brasil. O número de possas pobres aumentou, assim como o número de analfabetos, a violência e a corrupção, que alcançou níveis inimagináveis até mesmo em obras de ficção.

A reforma da Previdência proposta pelo atual governo tem como objetivo principal acabar com a desigualdade entre os servidores federais e os trabalhadores da iniciativa privada. Hoje, cerca de 1.5 milhão de funcionários públicos recebem o mesmo que 29 milhões de aposentados. Enquanto o benefício médio pago pelo INSS é de R$ 1.862, um aposentado do Congresso ganha, em média, R$ 33.527, e do Judiciário, R$ 29.832.  Na prática, são os mais pobres sustentando os mais ricos. Os aposentados do serviço público representam 4% da elite brasileira.

Como se não bastasse o PT ter traído todas as suas bandeiras enquanto estavam no poder, de terem enterrado o país na maior recessão de sua história, de terem deixado 14 milhões de chefes de família sem trabalho, o partido e seus aliados da esquerda se esforçam agora para assegurar os privilégios da elite de servidores, que pode perfeitamente pagar R$ 500 por um plano de previdência privada e assegurar que as pessoas que se aposentaram nos próximos anos tenham garantido o direito de receber por aquilo que contribuíram.

Todos estão cansados de saber que a reforma da Previdência foi negligenciada por praticamente todos os ex-presidentes ao longo das últimas décadas. Todos sabem   que não se trata apenas de um projeto de governo, mas de uma medida urgente de interesse do Estado e da sociedade.

Apesar do estrago colossal promovido pelo PT de Lula e Dilma, a economia finalmente começa a a consolidar sua retomada. Todos sabem que as conquistas obtidas até aqui estão amaçadas, caso a reforma da Previdência não prospete no corte de privilégios, inclusive a elite do funcionalismo público, como os ministros do STF, juízes de todas as instâncias, procuradores, etc. Todos sabem que o país caminha para um abismo. Em 2016, os aposentados pelo Regime Geral da Previdência Social geraram déficit de R$ 150 bilhões. Para além do equilíbrio das contas públicas, o que está em jogo é o futuro do País e Lula e Dilma sabiam disso quando a bomba do rombo nos cofres públicos estava prestes a estourar. Além de urgente, será preciso observar a necessidade de promovê-la com a eliminação dos privilégios do funcionalismo. Esse é exatamente o foco das mudanças propostas pelo atual governo. Esta mesma elite poderá continuar a ter um futuro garantido, desde que migrem para planos de previdência privada e saiam das costas do contribuinte.



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