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Adeus alianças. Nenhum partido ou liderança de esquerda quer papo com Lula



O ex-presidente Lula e o PT resolveram que vão apelar para a humilhação em busca de alianças em torno do nome do criminoso condenado. Durante reunião do Diretório Nacional da legenda neste sábado (16), num hotel na região central de São Paulo, o vice-presidente do partido afirmou algo que nem ele mesmo acredita e disse que está  "Absolutamente convencido" de que Lula é o "plano A do povo brasileiro" e único nome com "condições de ganhar a eleição", o PT trabalhará para evitar a fratura no campo de centro-esquerda. E o caminho é "dialogar com companheiros" que ventilam candidaturas paralelas, como PSOL (Guilherme Boulos), PC do B (Manuela D'ávila) e PDT (Ciro Gomes). Movimentos como a Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo também serão procurados. "É muito mais fácil convencê-los disso do que de qualquer outra coisa", disse o vice presidente da legenda sem muita convicção.

Todos sabem que setores alternativos da esquerda já se mobilizam há bastante tempo, antecipando-se à possibilidade de confirmação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) da condenação de Lula na segunda instância. O fato deve provocar incerteza não apenas sobre sua candidatura à Presidência da República, mas também já é uma realidade, tendo em vista as dificuldades em formar alianças que Lula e o PT tentam costurar com outros partidos nos estados. Lula e o PT tentam nadar contra uma inevitável mudança na maré da correlação de forças políticas para 2019. No cenário eleitoral, Lula já é considerado um zero à esquerda há muito tempo. Não fosse este fato, lideranças como Ciro Gomes, Guilherme Boulos ou a própria Manuela D'ávila não estariam lançando suas candidaturas.

Lula terá seu recurso julgado pela segunda instância do Judiciário no próximo dia 24 de janeiro. Caso sua condenação seja mantida pelo TRF-4, o petista terá que enfrentar uma batalha mais desgastante ainda perante a mesma Corte, caso a candidatura seja negada pela Justiça Eleitoral, algo tido como certo entre juristas. O desgaste para a Justiça Eleitoral liberar Lula para concorrer seria excessivo perante a opinião pública. Fora isso, qualquer cidadão, candidato ou não, poderia entrar com ações para impugnar a candidatura do petista. Não há qualquer dúvida de que este cenário propiciaria a abertura de milhares de ações na Justiça.

Dirigentes do PT denunciam a hipocrisia de políticos que ainda defendem o direito de Lula ser candidato, mas se recusam a conversar sobre a formação de alianças com ele ou com o partido. 
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