\imprensa Viva
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Voz da sociedade nas redes sociais prevalece sobre jornalistas inescrupulosos. Fake News virou matéria prima da grande imprensa



O fenômeno Fake News prosperou nas redes sociais durante um bom tempo graças a sua característica sensacionalista. Produzidas por sites especializados em faturar alto com notícias estapafúrdias, as Fake News ganharam a internet por se tratar justamente de uma 'novidade' vista até mesmo como uma brincadeira por pessoas mais bem informadas.

Diante do forte apelo das manchetes, muitos não resistiam a tentação e acabavam compartilhando as notícias visivelmente falsas apenas para criar polêmicas. Mas com o tempo, os internautas foram se cansando daquilo e quando se esperava que as Fake News morreriam, um novo fenômeno surpreendente acontece: os grandes meios de comunicação aderem a fórmula, aproveitando-se da reputação e credibilidade construída no passado por jornalistas honestos. O presidente americano Donald Trump foi um dos responsáveis pela repercussão mundial das práticas adotadas por grandes meios de comunicação durante sua campanha. Empresas como a CNN mesclavam notícias com algum fundamento a ilações, insinuações maldosas e suposições fantasiosas. A mídia tradicional simplesmente entrou em pânico com a vitória do presidente americano. Apesar do recorde na criação de empregos, setores da imprensa americana continuam a sabotar seu governo.

Hoje, as notícias falsas são o carro chefe da maior parte dos veículos de comunicação do Brasil. O jornalismo se converteu numa indústria de distribuição deliberada de desinformação, boatos e notícias manipuladas. A pauta da imprensa segue de acordo com os interesses políticos, econômicos e ideológicos dos donos de jornais, rádios, redes de TV, internet e conglomerados de comunicação em massa que atingem toda a população. As notícias falsas são escritas e publicadas com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente distorcidas. Os objetivos sórdidos dos meios de comunicação são os mais variados, mas todos giram em torno do dinheiro, da retomada do poder e do prestígio dos tempos em que o país era comandado por uma organização criminosa.

Neste momento, a indústria de Fake News enfrenta um novo fenômeno. Agora é a própria sociedade que está combatendo este tipo de jornalismo rasteiro que tomou conta dos principais meios de comunicação do país. Graças ao senso crítico do internauta e a falta se sensibilidade dos jornalistas em subestimar a capacidade de discernimento de seus leitores, os meios de comunicação que apostaram nesta onda de notícias falsas ou manipuladas estão sofrendo grandes reveses nas redes sociais. É a terceira onda, onde reputações artificiais de jornalistas vendidos estão sendo literalmente estraçalhadas por internautas ligados e bem informados.

No Brasil, um dos maiores escândalos envolvendo a exploração de Fake News ocorreu durante a promoção do acordo de delação premiada dos açougueiros criminosos da JBS. Insatisfeitos com  a redução da inflação e dos juros, além do corte profundo nas verbas publicitárias do governo Temer, os meios de comunicação apostaram todas suas fichas na conspiração concebida pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em conluio com Joesley Batista e membros dos maiores meios de comunicação do país. No dia 17 de maio de 2017, a Rede Globo vazou uma transcrição falsa de uma gravação feita por Joesley com o presidente Michel Temer.

Enquanto o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin recusava os diversos apelos de Temer para levantar logo o sigilo da gravação, a Globo exibia plantões do Jornal Nacional divulgando a transcrição falsa e exigindo a renúncia de Temer. Na versão da Globo, vazada pelo jornalista Lauro Jardim, Joesley falava abertamente sobre propina com o presidente, cobrava solução para problemas da JBS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e informava que estava pagando uma pensão de R$ 500 mil para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

Com base nesta transcrição falsa, a Globo colocou todos seus empregados e outros veículos controlados por especuladores do mercado financeiro para pedir a renúncia imediata de Temer. Enquanto isso, todos lucravam bilhões com o caos que havia se instalado no mercado financeiro após o vazamento da transcrição falsa patrocinado pela Globo. Todos os meios de comunicação do país apostaram todas as suas fichas nesta vergonhosa empreitada.

Quando a gravação foi finalmente divulgada, constatou-se que não havia nada daquilo que a Globo havia divulgado. Joesley demonstrava claramente que não tinha nenhuma intimidade com o presidente para falar abertamente sobre propina, como tinha com Lula e Dilma. Apenas aquela conversa de cerca Lourenço com um Temer monossilábico e visivelmente entediado.

Temer desafiou a Rede Globo, afirmou que não renunciaria, denunciou a trama criminosa do ex-procurador-geral Rodrigo Janto e os lucros indecentes dos açougueiros com o vazamento criminoso. O presidente prevaleceu, derrubou duas denúncias, colocou os criminosos da JBS atrás das grades e conseguiu contornar os problemas econômicos gerados pela conspiração patrocinada pela Globo e os demais meios de comunicação que participaram da trama inescrupulosa.

Enquanto estes meios de comunicação lucraram bilhões com as notícias falsas, o país perdeu praticamente um ano, justamente em meio a um esforço para sair da maior recessão de sua história. Apesar de tantos prejuízos, os meios de comunicação continuam a sabotar o país com as notícias falsas. Temer não conseguiria aprovar a modernização das leis trabalhistas, Temer não escaparia da primeira denúncia, Temer não escaparia da segunda denúncia, Temer não vai conseguir aprovar a reforma da previdência, Temer vai recriar o imposto sindical, Temer vai acabar com a Lava Jato e por ai afora. Entre os jornalistas antigos e aposentados, os profissionais da imprensa que repercutem notícias falsas são tratados como "os jornalistas veadinhos". Não no sentido sexual da palavra, mas com base na cultura da criação de intrigas, fofocas e rumores maldosos.

Enquanto isso, o povo segue apostando na recuperação da economia do país, pesar dos jornalistas "veadinhos". O povo também está de olho nessa turma e não os perdoa nas redes sociais. Reputações foram parar na lata do lixo e somente uma nova geração de jornalistas sérios, imparciais e comprometidos com a verdade serão capazes de resgatar a confiança da sociedade nos meios de comunicação do país.


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