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Tudo que você precisa saber sobre Fernando Segóvia, o novo diretor da PF que promete ampliar operações e tornar a Lava Jato mais eficiente



Por mais que a Polícia Federal seja uma das instituições mais respeitadas pelo brasileiro, ela não foge a regra do aparelhamento promovido pelo PT ao longo de mais de 13 anos de poder. Muitos hão de questionar o fato de se tratar de servidores concursados. Os procuradores da República também são e ninguém se escandalizou com o fato do ex-procurador-geral da República, após tantos desmandos na PGR, ter ainda conseguido influenciar mais da metade dos 1200 procuradores em todo o país a votar em seu candidato, Nicolao Dino, irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB e eterno aliado de Lula e Dilma.

Flavio Dino foi delatado pelo ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho, que afirmou que o irmão do indicado de Janot lhe pediu R$ 400 mil para defender na Câmara dos Deputados um projeto de lei que beneficiava a empreiteira quando Dino era deputado federal. A delação foi arquivada por indicação do próprio Janot, que por meio da Procuradoria Geral da República (PGR), afirmou que não viu indícios suficientes para o prosseguimento de uma investigação contra Flavio Dino, o irmão de seu indicado para sucedê-lo na PGR.

Tem mais. Nicolao Dino tinha tanta certeza de que seria o mais votado, que chegou a dar entrevistas afirmando que via como perigosa hipótese de Temer ignorar o vitorioso da lista tríplice da PGR. É claro que ele omitiu que seu irmão, Flávio Dino, também escolheu o segundo mais votado para comandar o cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado. Em 2016, Flávio Dino nomeou o promotor Luiz Gonzaga Martins Coelho para o biênio 2016-2018. Na época, o escolhido teve 183 votos válidos, contra 212 do procurador Jose Augusto Cutrim Gomes, com 212 votos.

Apesar de todo este retrospecto, a maioria dos procuradores da República votou em Nicolao Dino, que não chega nem aos pés de Raquel Dodge em termos de tempo e de serviços relevantes em sua carreira de mais de 30 anos de Ministério Público.

Ai vem a pergunta: mas como é possível que um servidor concursado, como policiais federais e procuradores da República, tenham sido cooptados pelos governos de Lula e Dilma? A resposta é bem simples. Ocorre que as técnicas de aparelhamento da esquerda não contemplam apenas servidores de cargos comissionados. Basta ver a festa da esquerda nas universidades federais, até hoje dominadas por reitores e professores simpatizantes do comunismo. Os procedimentos para angariar a simpatia dos servidores concursados começam imediatamente ao anúncio do concurso. Algo do tipo: ah, o governo anterior adiou o concurso, limitou o número de vagas, dificultou o acesso ao serviço público, etc. Até mesmo as provas dos concursos públicos realizados pelo PT possuíam filtros ideológicos.

Ao ingressar no serviço público, o servidor continua sendo influenciado por técnicas de cooptação de cooptação nada sutis. A começar com a tolerância fora do normal com faltas, negligência na prestação de serviços ao público, proteção de superiores simáticos ao governo, férias três vezes ao ano, adicionais e mais adicionais nos salários, etc. A população é a maior vítima destes métodos de aparelhamento sistemático da máquina pública. Servidores incompetentes, arrogantes e negligentes se acostumaram com a rede de proteção garantida por seus superiores simpáticos ao PT. A queda na qualidade dos serviços públicos nos últimos quinze anos foi brutal em áreas como saúde, educação e segurança pública.

É claro que há setores menos sensíveis. Mas há que se levar em conta que o primeiro requisito para candidatos a vagas na Polícia Federal é o diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior de bacharel em Direito. Considerando a cultura de esquerda que predomina na Ordem dos Advogados do Brasil, é perfeitamente possível afirmar que mesmo a Polícia Federal não está livre da influência do aparelhamento promovido pelo PT ao longo de quase uma década e meia. 40% do efetivo da Polícia Federal ingressou na instituição justamente sob a égide de governos petistas. Logo, não é surpreendente que a PF tenha participado de operações controladas por Janot para forjar flagrantes ilegais que ainda vão dar o que falar no curso das investigações sobre o acordo com os criminosos da JBS. Ninguém se escandaliza com o fato de Janot ter sido obrigado a forjar provas contra Temer em tempo recorde, mesmo diante do fato de ter passado quatro anos no comando da PGR ignorando oceanos de provas dos crimes de Lula e Dilma. A denúncia de que Eduardo Pelella, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot, destruiu arquivos antes da posse de Raquel Dodge é outra frente de investigação que pode elucidar uma série de desmandos na PGR.

Por outro lado, cabe a cada governo escolher o diretor-geral da Polícia Federal que lhe convém, desde que este tenha o aval de seu antecessor, Leandro Daiello, da maioria dos delegados e agentes federais, como foi o caso de Fernando Segóvia, que assumiu a instituição nesta sexta-feira, 10. Ou alguém queria que Lula e Dilma indicassem o novo diretor da PF do governo Temer? Qualquer outro nome indicado num momento tão delicado da vida do país, sobretudo no tocante a Operação Lava Jato, seria bombardeado de ilações e suspeitas por parte da mídia que vem atacando o atual governo desde a conspiração dos açougueiros da JBS. Esta mesma imprensa vem afirmando há mais de uma no que Temer "vai acabar com a Lava Jato", assim como idolatrava Joesley Batista até o bandido ser desmascarado e preso.

Como se não bastasse, Segóvia também conta com a simpatia do ministro da Justiça, Torquato Jardim, que tem demonstrado total intolerância absoluta com os altos índices de criminalidade.

Uma das primeiras falas do novo diretor-geral da Polícia Federal também foi bastante alvissareira. , Fernando Segóvia, disse nesta sexta-feira, 10, que a corrupção é “sistêmica” no Brasil e que pretende ampliar as operações feitas pela corporação, incluindo a Lava Jato. Questionado sobre alterações na equipe da Lava Jato, Segóvia não se esquivou e afirmou que terá que fazer ajustes para adequar a nova equipe ao seu método de trabalho, escalando pessoas de sua confiança para postos chave.

“A corrupção neste país é sistêmica, mas existe a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e vários órgãos que a combatem. Pretendemos continuar cada vez mais fortes nesse combate”, afirmou Segóvia. E completou: “A Polícia Federal está tranquila. A gente pretende continuar o trabalho e as mudanças serão feitas paulatinamente. Com certeza, sempre tem gente que está cansada e quer sair e tem gente nova que quer começar um trabalho”, garantiu o novo diretor da PF, numa referência ao seu antecessor, Leandro Daiello, que comandou a Polícia Federal por longos sete anos.

Sem dourar a pílula ou tentar se promover prematuramente, Segóvia afirmou que “Como diretor-geral tenho que trabalhar politicamente com vários órgãos, várias instituições, o que não quer dizer que a gente não combata os crimes. As instituições não cometem crimes, as pessoas cometem crimes. O que precisamos é melhorar as investigações, o foco das investigações.”

Ao tratar das operações da PF, o diretor disse que não será só uma ampliação, mas uma melhoria na Lava Jato. “Será em todas as operações que a Polícia Federal já vem empreendendo e ainda ampliar, quer dizer, criar novas operações.” Após a assinatura do termo de posse, Segóvia seguiu para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se encontrar com Raquel Dodge. O encontro não estava na agenda da PGR e foi solicitado pelo diretor-geral sob o argumento de se apresentar e cumprimentar a procuradora-geral. A reunião durou cerca de duas horas.

Começa agora um novo siclo na PF, na PGR e na Lava Jato. Pela ordem das coisas, o correto é começar do começo e corrigir falhas nas investigações relativas aos governos de Lula e Dilma, esclarecendo seus crimes até hoje impunes. O negócio é pegar os criminosos que até hoje se safaram, antes que seus crimes prescrevam. Os membros do atual governo continuam sendo investigados e logo logo, muitos deles vão perder o foro privilegiado.

Fernando Segóvia é advogado formado pela Universidade de Brasília, com experiência de 22 anos na carreira. Foi superintendente regional da PF e adido policial na República da África do Sul, tendo exercido parcela importante de sua carreira em diferentes funções de inteligência nas fronteiras do Brasil. Segóvia pertence a uma corrente da Polícia Federal que defende o poder da instituição em celebrar acordos de delação premiada. 
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