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Taís Araújo parece bastante descontente com sua condição. Passa a impressão que, com todo seu dinheiro, seria mais feliz se fosse loira do olho azul



A atriz Taís Araújo voltou a criar polêmica ao se pronunciar a respeito do racismo no Brasil durante  palestra feita no evento TEDxSãoPaulo este mês. Após ter demonstrado indignação pelo fato de sua filha de dois anos se comportar feito uma menina e gostar de bonecas, Taís afirmou que seu filho, por ser negro, não terá direito a liberdade no Brasil.

"Quando engravidei do meu filho, eu fiquei muito, mas muito aliviada de saber que no meu ventre tinha um homem. Porque eu tinha a certeza de que ele estaria livre de passar por situações vivenciadas por nós, mulheres. Teoricamente, ele está livre, certo? Errado. Errado porque meu filho é um menino negro e liberdade é um direito que ele não vai poder usufruir se ele andar pelas ruas descalço, sem camisa, sujo, saindo da aula de futebol. Ele corre o risco de ser apontado como um infrator - mesmo com seis anos de idade", disse a atriz, parecendo inconformada com a tragédia de ter nascido negra num país como o Brasil, onde teve a oportunidade de se tornar uma atriz de sucesso e se sobressair na sociedade de forma bem mais extraordinária que a maioria absoluta das mulheres brancas ou não.

A energia negativa que a atriz passou para o próprio filho e para a sociedade de modo geral não condiz com o país que reconheceu o talento do pai de seu filho, o também ator Lázaro Ramos, celebrado em todos os lugares que passa. "Quando ele se tornar adolescente, ele não vai ter a liberdade de ir para sua escola pegar um ônibus com sua mochila, seu boné, seu capuz, seu andar adolescente, sem correr o risco de levar uma investida violenta da polícia ao ser confundido com um bandido". "No Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam suas bolsas e que blindem seus carros." profetizou a atriz.

Em seguida, a atriz comparou a questão envolvendo também a temática de gênero: "A vida dele só não será mais difícil do que a minha filha. [...] Quando eu penso o risco que ela corre simplesmente por ter nascido mulher e negra eu fico completamente apavorada", queixou-se a atriz ao se referir às estatísticas sobre feminicídios, que caiu para as mulheres brancas mas subiu para as mulheres negras ao longo da última década em que o país foi governado pelo PT que ela sempre apoiou.

A impressão que se tem diante da dramaticidade do desabafo da atriz é a de que ela seria bem mais feliz se fosse loira, de olho azul e tivesse filhos com o mesmo aspecto. Seria um mundo perfeito, com todo seu dinheiro. Taís não consegue imaginar sua filha entre uma das crianças  sequestradas pelo grupo jihadista Boko Haram, na Nigéria. A atriz parece não se conformar com o fato de ter nascido negra num momento em que a humanidade ainda caminha rumo a superação dos desafios raciais e parece tentar culpar os brancos por terem nascido em condição diferente da sua.

Até o momento, não há nenhum registro sobre as atividades da atriz em comunidades carentes onda há grande incidência de feminicídios, como na Bahia, terra de Lázaro Ramos, pai de seu casal de filhos.

Por fim, a atriz manifestou seu ideal de mundo:  "Eu tenho um sonho de ver ricos trabalhando para acabar com a pobreza, homens se colocando no lugar de mulheres, ver mulheres brancas vendo que existe um abismo entre mulheres brancas e negras, de ver crianças heterossexuais aceitando crianças homossexuais e trans, de ver mulheres heterossexuais aceitando mulheres lésbicas e que todos nós fiquemos muito atentos para garantir os direitos dos índios", discursou a atriz, parecendo bastante confusa e angustiada. 
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