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Resistência de Joesley Batista por um fio. Na prisão, longe de seus bilhões, açougueiro chora. Situação ameaça Janot



Presos desde setembro na Operação Tendão de Aquiles pela prática do crime de insider trading, uso de informação privilegiada para lucrar no mercado financeiro, os irmãos Joesley e Wesley Batista sofreram mais uma derrota esta semana. O ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedidos de liminar em habeas corpus impetrados em favor dos sócios da JBS, que devem permanecer presos por tempo indefinido.

O crime foi originalmente denunciado em rede nacional pelo presidente Michel Temer, que apontou que os empresários, mancomunados com o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, conspiraram para forjar provas e lucrar com o caos instalado no mercado financeiro após o vazamento patrocinado pela Rede Globo. Na ocasião, Temer também denunciou a participação do ex-braço direito de Janot, Marcelo Miller, na conspiração que culminou no acordo de delação premiadíssima que garantiu aos açougueiros imunidade eterna.

Desde então, novos fatos vão sendo revelados. O procurador da República Ângelo Goulart Vilella afirmou em depoimento que Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Rodrigo Janot, falou com ele ainda no mês de abril que o presidente Michel Temer poderia cair. Isto significa que havia de fato um planejamento prévio que tinha um objetivo bastante claro.

Em gravação, Joesley Batista afirmou que Janot tinha planos de derrubar o presidente da República para assumir seu lugar ou indicar o sucessor de Temer. O objetivo de Janot seria o de se perpetuar no comando da PGR.

A advogada do grupo JBS, Fernanda Tórtima, também foi flagrada em conversas no Whatsapp onde combinava com executivos do grupo e auxiliares de Janto as etapas da conspiração. Nas conversas, ela orienta que os executivos deveriam primeiro fazer as gravações, para só então prosseguir com as ações controladas combinadas na PGR.

O caso está praticamente esclarecido. Em depoimento nesta segunda-feira na Justiça Federal em Brasília no processo que apura o desvio de recursos do FI-FGTS da Caixa Econômica, o ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma perspectiva mais contundente sobre o que ocorreu de fato nos bastidores do acordo criminoso entre Joesley e Janot:

“Não existe essa história de dizer que eu estou em silêncio ou que eu vendi o meu silêncio para não delatar. Eu atribuo isso para justificar uma denúncia que pegasse o mandato do Michel Temer. Essa é que é a verdade. Deram uma forjada e o Joesley foi cúmplice dessa forjada.”

Acuado, denunciado e sem perspectivas de sair da prisão, Joesley já gastou praticamente tudo que lucrou especulando no mercado financeiro após vazar informações sigilosas sobre o próprio acordo que forjou com Janot. O empresário também teve os mesmos R$ 263 milhões confiscados pela Justiça. Preso, longe de seus bilhões, de sua vida de luxo e perdendo dinheiro como nunca, Joesley tem chorado muito. Apesar de sua frieza em conduzir negócios ilegais envolvendo bilhões e gente muito poderosa, os nervos do açougueiro estão em frangalhos, afirmam interlocutores.

A situação emocional de Joesley, apontado como um grande covarde, preocupa os cúmplices que o ajudaram a forjar a mais vergonhosa conspiração da história da República. Apesar do corporativismo, membros do Ministério Público Federal ainda se ressentem e se envergonham pelo fato da entidade ter sido usada de maneira tão criminosa. Neste cenário, as ameaças veladas de Joesley em revelar novos fatos em troca de um novo acordo de delação premiada representa um pesadelo para todos os envolvidos na conspiração. Janot pode ser um dos principais personagens nas novas revelações de Joesley. 
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