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Quando a vaidade fala mais alto que o preparo. País mergulharia numa tragédia sem precedentes com eleição de Luciano Huck e outros aventureiros



A irresponsabilidade de partidos e grupos econômicos que se agitam nos bastidores da política para conseguir um candidato com chances de conquistar os cotos dos eleitores menos informados é algo mais assustador do que muitos podem supor. Considerando o fato de se tratar de um país como o Brasil, de dimensões continentais, com um PIB invejável e repleto de desafios, estas iniciativas, levadas aiante por grupos econômicos e políticos,  podem ser classificadas como criminosas.

Embora o foco das críticas se concentre em candidatos como Luciano Huck, Joaquim Barbosa, Doctor Rey e Roberto Justus, é preciso levar em conta que se trata de pessoas vaidosas e facilmente seduzidas pela ideia de poder. Para muitos tolos, a simples possibilidade de ser visto como um 'presidenciável' já é suficiente para inflar egos além dos limites da racionalidade e da dimensão que um desafio desta proporção representa. Pessoas estúpidas são sugestionáveis, manipuláveis e facilmente conduzidas a equívocos brutais.

O problema maior está nos grupos que estão por trás de iniciativas como estas. Esse papo de que vigora no país uma democracia e que qualquer cidadão tem o direito de exercer sua liberdade política é até bacana, mas na prática serve para enganar o eleitor sobre a suposta beleza da democracia. É preciso ter responsabilidade com o país e, definitivamente, nenhum destes aventureiros têm a menor chance de governar o Brasil de forma republicana. São desqualificados politicamente, não possuem credenciais junto ao Congresso. São alienígenas no jogo político.

Por mais que muitos brasileiros ainda não tenham percebido, não há democracia fora da política, como chegaram a sugerir vários membros do Ministério Público Federal. O que o país precisa neste momento é de uma profissionalização radical da classe política. Quanto mais um candidato possuir vivência, experiência boas relações com os congressistas, maiores serão suas chances de êxito na aprovação de medidas e projetos importantes para o país. Neste sentido, uma boa equipe econômica, ministérios ocupados por pessoas capacitadas e equipes especializadas em cada área da administração pública complementam o quadro ideal para um bom governo.

Candidatos como os mencionados acima, uma vez eleitos, seriam literalmente estraçalhados pela classe política e teriam que recorrer às velhas práticas do toma lá da cá, numa troca de favores que visam contemplar os interesses dos patrocinadores dos presidentes fabricados e os interesses pessoais dos parlamentares. Como já foi visto anteriormente, os interesses do povo ficam de fora nesta equação criminosa.

A chegada do presidente Michel Temer ao poder serve de exemplo para esta visão dos fatos. Presidente da Câmara três vezes, Temer ajudou a aprovar os projetos mais importantes do país ao longo dos últimos vinte anos. Não é por acaso que é conhecido como o senhor do Congresso. Temer conhece cada parlamentar e mantém diálogos com praticamente todos os deputados que passaram pela Câmara dos Deputados nas últimas décadas.  Temer sabe o nome de seus familiares, de seus padrinhos e já debateu questões importantes para o país em centenas de sessões e comissões da Casa.

Mesmo tendo assumido o país durante a pior recessão da história, tendo sido sabotado pela oposição e alvo de ataques de setores organizados e órfãos das benesses das administrações anteriores, Temer conseguiu implantar uma agenda reformista de fazer inveja a todos seus antecessores desde a redemocratização do país. A única explicação plausível para seu bom desempenho ante a baixa popularidade nas ruas está no fato de ter boa articulação no Congresso. Temer soube ser pragmático e compor seu governo com lideranças capazes de fazer a engrenagem girar, independentemente do fato de muitos estarem sob suspeita. De nada adiantaria ao país nomear um parlamentar sem qualquer força política para um ministério, quando o mais importante para o país é justamente a aprovação de projetos importantes e negligenciados por praticamente todos os ex-presidentes da República nos últimos trinta anos. Entre optar pela popularidade e parecer bonzinho, Temer preferiu concentrar seu foco no aspecto político, deixando os problemas de cada um por conta das autoridades competentes.

O pragmatismo, condenável sob certo ponto de vista, foi a única alternativa para tirar o país da crise em que se encontrava há poucos meses. Temer já encontrou esta geração de políticos em meios aos seus mandatos. Não poderia esperar uma próxima eleição para compor alianças apenas com nomes limpinhos e virgens. Era preciso usar as ferramentas que tinha disponíveis. Por outro lado, o presidente soube explorar a urgência de alguns políticos em mostrar trabalho para a nação. Pessoas como Homero Jucá, Eliseu Padilha e Rodrigo Maia foram imprescindíveis em outros governos justamente pelo poder de influenciar o parlamento. Todos se encontravam, e ainda se encontram em situa

"O termo que dirige meu governo é o diálogo com o Congresso e com a sociedade. Isso permitiu chegarmos hoje com queda do desemprego, inflação e juros mais baixos", disse o presidente durante visita ao Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira, 13, para o lançamento do Programa Emergencial de Ações Sociais para o Estado e municípios. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, é investigado por receber doações irregulares, contratação de um jatinho e recebimento de propina. Mas Temer entende que a população do Rio não tem qualquer relação com estes fatos e que não pode esperar a eleição de um novo governador para para ajudar o Estado a sair das crises econômicas e de segurança atuais. O presidente da República tem o deve de separar problemas individuais dos interesses do país. Ruim aos olhos de alguns, isso é bom para o Brasil. Isto é fazer política como o que se tem nas mãos. O Rio precisa da ajuda federal. Isto é um fato. Do contrário, quem paga pela hipocrisia é a população.

O Programa Emergencial de Ações Sociais para o Estado e municípios do Rio faz parte de uma política inédita no combate à violência. Enquanto o governo federal coordena ações com o uso das Forças Armadas nas favelas cariocas, o Programa pretende atuar na área social, com investimentos em educação, esportes e cursos profissionalizantes para jovens em situação de risco. Há ainda investimentos na ampliação da renda das famílias em situação de risco. A expectativa é atender 50 mil crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de áreas carentes do Rio, como as favelas dos complexos do Lins de Vasconcelos, do Alemão, da Maré e Cidade de Deus, entre outras. Na quinta-feira, Temer lançou o Programa Avançar, com a promessa de investir R$ 10,54 bilhões em obras públicas no Rio de Janeiro até o fim do ano que vem
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