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Quando expressar opiniões que visam impor uma agenda se torna um grande mico



O País está em debate. Após 13 anos sob a égide de governos corruptos bolivarianos, a sociedade tenta agora reverter as distorções impostas pela esquerda corrupta que promoveu debates polêmicos apenas para desviar o foco dos esquemas vergonhosos de corrupção.

Há uma grande diferença entre expressar opiniões e tentar doutrinar a sociedade. Muitos ainda não se deram conta de que pessoas fúteis e vazias propõem debates polêmicos apenas para esconder a própria mediocridade. Há inclusive muitos que ganham a vida com isso. Jornalistas exploram a estupidez alheia propondo debates em torno de temas 'polêmicos', convidam outras celebridades fúteis para apimentar os debates e todos faturam alto com a audiência.

Outros exploram temáticas como sexualidade, uso de drogas, traição e outras nuances particulares da condição humana. Muitos não se dão conta do quanto é embaraçoso ter que ouvir pessoas pautando a existência pelo próprio ânus ou o que andam fazendo com ele. Outros tentam passar um ar de naturalidade sobre o uso de drogas, fingindo ignorar que financiam o narcotráfico que ceifa milhões de vidas todos os anos em todo o mundo. Com tanta  glamourização de suas particularidades, a impressão que se tem é que estas pessoas postam em suas redes sociais fotos com as orgias que fazem e suas caras noiadas após consumirem maconha, cocaína e outras drogas mais pesadas.

Os indícios básicos que distinguem pessoas civilizadas das demais são a discrição e elegância com que lidam com as diferenças culturais, sexuais, sociais, raciais, religiosas, gastronômicas, etc. Além de ser deselegante tentar impor preferências aos outros, tentar doutrinar pessoas é uma grande falta de respeito com o ser humano, uma violação da individualidade de cada um, de seus valores e de sua educação.

Debater coisas comezinhas e íntimas é algo que revela a mediocridade intelectual de certas personalidades públicas, que exploram a ignorância alheia de pessoas confusas sobre os limites da liberdade de expressão e o respeito ao próximo. Questões como preferências sexuais, religiosas e culturais são decorrentes de existências e experiências individuais que culminaram na condição do indivíduo. As coisas que o caracterizam tiveram origem em sua formação única como ser humano, a partir do tipo de vida, educação e experiências a que foi exposto. Não há como tentar universalizar valores individuais e íntimos ou impor conceitos como modelo de vida ideal. A histeria em torno da imposição das diferenças não é absolutamente um comportamento respeitoso, elegante ou civilizado. É uma provocação que acirra o preconceito por parte de pessoas com menor grau de discernimento sobre o princípio da liberdade de escolha de cada um.

Há uma grande diferença entre respeitar e conviver civilizadamente com as diferenças, e educar. A humanidade se consolidou e prosperou com base nos princípios de preservação e perpetuação da da vida. Há milhões de anos. O marco civilizatório de conviver com as diferenças não deve significar uma mudança nos rumos da civilização patrocinada exclusivamente por uma geração. Contestar ou tentar subverter valores universais é uma atitude obtusa e prova da incapacidade de ajustamento do indivíduo ao mundo em que se encontra inserido. Querer moldar o mundo à sua forma é uma prova de seu descontentamento com sua própria condição e sua falta de capacidade de conduzir a própria vida que escolheu.

Dizer "Eu acho isso sobre os homossexuais, negros, drogados, certinhos, crentes, católicos, judeus, estrangeiros, ricos ou pobres" é uma violenta exaltação das diferenças óbvias, justamente aquilo que torna a humanidade mais bela e encantadora. É falta de civilidade realçar diferenças, quando na verdade são todos seres humanos. Por mais que aos olhos de alguns pareçam exóticos e excêntricos, são seres humanos igualmente vulneráveis à condição humana. A pedagogia do oprimido é na verdade uma forma de diminuição da grandeza do ser humano, de seu privilégio de pertencer a humanidade e de ser testemunha desta epopeia. É uma forma de se apropriar de uma causa alheia para se promover. Os direitos humanos são universais e a luta pela igualdade deve contemplar todos os povos, sem distinção de raça, cor, credo, condição social, cultural, etc. O direito de qualquer ser humano de ser tratado com dignidade não o exime do compromisso de ser digno e de demonstrar respeito ao próximo, que não tem qualquer relação com sua condição, com sua postura problematizadora, com seu mi mi mi.

A exaltação das diferenças e a vitimização são formas covardes de manifestar frustrações, num mundo em que há exemplos de vitoriosos que mesmo em condições adversas superaram desafios com dignidade, honestidade e dedicação. A virtuosidade não está consignada à condição do indivíduo, mas à sua determinação em atingir seus objetivos, contornando dificuldades com resignação e perseverança. Enquanto uns insistem em manifestar sua falta de inteligência emocional defendendo caprichos e tentando impor convicções, outros seguem adiante, na medida em que aprimoram seus conceitos sobre questões complexas.

Os ciclos evolutivos da humanidade são marcados por intervalos de acomodação de conformidades. As experiências frustradas de grupos ideológicos que tentaram impor suas agendas urgentes em determinadas sociedades são um bom exemplo de que a humanidade tem um ritmo próprio de aceitação de mudanças. Tentar impor valores de forma obtusa é uma forma ineficaz de promover reflexões importantes, justas e até mesmo urgentes. A falta de capacidade de perceber estas nuances do comportamento de determinados grupos é um exemplo de infantilidade intelectual, de incapacidade de compreender a natureza das coias, de conviver com o contraditório, de respeitar opiniões diversas, de conceber novas formas de diálogo. A frustração diante da impotência de impor conceitos não minimiza o desperdício de energia de quem tenta fazer prevalecer uma agenda de forma equivocada.

São infrutíferos os debates em que ativistas de causas as mais variadas tentam impor que todos devam tolerar crianças interagindo com homens nus em museus ou serem expostas a obras de conotação sexual. De mesmo modo, insinuar que todos que discordam de suas opiniões são racistas, homofóbicos, fascistas são formas inúteis de permitir que qualquer debate prospere, já que são deflagrados a partir de ofensas, julgamentos e preconceitos. Existem pessoas que são contrárias à liberação do consumo de drogas. Muitos já viram suas famílias destruídas por terem convivido com dramas desta natureza. Outros, por razões bastante particulares, precisam dispor de armas de fogo para defender suas propriedades e seus familiares. Afinal, nem todo brasileiro vive em ilhas de prosperidade como os artistas e intelectuais. Moradores de locais remotos como donos de sítios, pequenos produtores rurais e comerciantes são alvos preferidos de criminosos violentos que têm acesso a armas ilegais. São temas delicados que envolvem necessidades e opiniões divergentes, que devem ser respeitadas.

O mesmo vale para argumentos que mascaram um viés político. O país vive um momento de grande descontentamento com a classe política, sobretudo com os representantes da esquerda que comandaram a nação por quase uma década e meia. A frustração de muitos que votaram nestes governantes é enorme não apenas em virtude das denúncias de corrupção em que se viram envolvidos ou do quadro de estagnação econômica que deixaram o país, mas também por que mentiram em suas promessas de redenção social, de diminuição da violência e de criar oportunidades de trabalho e educação para as camadas mais carentes da sociedade. Tentar convencer um descontente do contrário na marra, chamando-o de conservador, adorador de corruptos ou fascista não é definitivamente a melhor abordagem para um debate honesto. Ninguém é responsável pelas frustrações dos ativistas de esquerda e do revés sofrido por esta ideologia ao longo da última década. A histeria não é um comportamento elegante ou educado. As demonstração de intolerância, de falta de inteligência ou de sensibilidade tornam qualquer debate improdutivo. 
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