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PT acaba de perder seu candidato ao governo de SP. Luiz Marinho, preferido de Lula, vira réu por desvios no Museu do Lula



Após ver preso o único prefeito eleito em capital nas últimas eleições municipais, o PT vê seu candidato favorito para disputar o governo de São Paulo em 2018 derreter após ser denunciado por crimes de corrupção.

Primeiro foi o prefeito de Rio Branco, no Acre, Marcus Alexandre (PT-AC), que foi detido pela Polícia Federal por envolvimento em desvios de mais de R$ 700 milhões. Agora é a vez do ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT), envolvido em um esquema de desvios de R$ 7,9 milhões na construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador, o Museu do Lula, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

A Justiça Federal aceitou nova denúncia contra o petista e outras 15 pessoas por desvios financeiros na obra que recebeu verbas federais durante o governo Dilma e verbas municipais liberadas pelo próprio Luiz Marinho.

Na decisão, o juiz substituto Marcio Martins de Oliveira diz que "os fatos criminosos foram expostos com clareza pelo Parquet", numa referência à denúncia formulada pelo Ministério Público.

A denúncia foi protocolada por duas Procuradoras da República, Fabiana Bortz e Raquel Silvestre, e denunciou Marinho e os demais por fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e superfaturamento. Na denúncia, o Ministério Público Federal divide os grupos em núcleo dos agentes públicos e dos construtores.

Na decisão, o juiz faz referência a menção das procuradoras de que todas as "etapas contém o risco indícios de fraudes e ilegalidades. Há provas que a concepção, a construção, o gerenciamento, a fiscalização das obras estavam previamente destinadas a um grupo de empresários" sendo que todo o procedimento licitatório foram burlados, licitados ou fraudados.

As provas reunidas demonstraram que os denunciados, em conluio, obtiveram, em decorrência da fraude à licitação, vantagem patrimonial de R$ 15.971.781,01. Em caso de condenação, a Justiça determina o devolução do valor além de R$ 5 milhões por danos morais.

Em julho, a Justiça interrompeu a construção do museu de Bernardo do Campo, no ABC Paulista, após denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo de irregularidades na obra. A construção começou em 2012 e tinha entrega prevista para 2013.

“Todas as referidas etapas contêm indícios de fraude e ilegalidades. Há provas de que a concepção, a construção, o gerenciamento e a fiscalização das obras já estavam previamente destinadas a um grupo de empresários, de modo que todos os procedimentos licitatórios (em cada uma daquelas etapas) foram burlados, indevidamente dispensados ou fraudados, de modo a atingir aquele desiderato”, diz o texto da denúncia.

O Museu do Trabalho e do Trabalhador era um projeto político de Luiz Marinho que constou de sua proposta de governo, quando ele se candidatou ao cargo de prefeito em 2008.

Marinho venceu as eleições e se reelegeu na sequência, se mantendo no cargo de 2009 a 2016. O projeto do museu consistia na construção de um prédio que abrigaria exposição permanente de temas e objetos relacionados à memória e à história dos trabalhadores de São Bernardo do Campo e região do ABC em geral. Conhecido como o Museu do Lula, a obra serviu para mascarar desvios de dinheiro público para o PT e as campanhas de Luiz Marinho, derrotado nas últimas eleições. Condenado, o candidato de Lula cai na Lei da Ficha Limpa e se torna inelegível. Qualquer coincidência não é mera coincidência. Afinal, trata-se do PT.

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