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Operação da PF no Maranhão de Flávio Dino, irmão do indicado de Janot para a PGR: 400 funcionários fantasmas na Saúde



A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 16, a Operação Pegadores, quinta fase da Operação Sermão aos Peixes. Já na fase inicial da Operação, a PF encontrou 400 funcionários fantasmas na folha salarial da rede pública da saúde no Maranhão. A investigação aponta que os fantasmas são apadrinhados de políticos. Eles foram incluídos na folha de pagamentos de hospitais estaduais, sem que prestassem qualquer tipo de serviço.

Durante a operação, a PF prendeu 17 pessoas envolvidas com desvios de mais de R$ 18 milhões na Saúde. Entre elas, a ex-candidata a prefeita de Imperatriz, Rosângela Curado. Uma equipe com 130 policiais cumpriram 45 mandados contra empresários, servidores públicos e funcionários de empresas que prestaram serviços a hospitais do Estado, que tem como governador o membro do PCdoB, Flávio Dino, irmão de Nicolao Dino, o indicado por Rodrigo Janot para assumir a PGR no lugar da atual Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge.

A Operação da PF tem como alvo agentes públicos que praticaram desvios de recursos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, em Contratos de Gestão e Termos de Parceria firmados pelo Governo do Estado na área da saúde. A fraude teria provocado rombo de R$ 18,3 milhões aos cofres públicos.

O esquema de fraudes e desvio de verbas públicas na contratação e pagamento de pessoal era formado por três núcleos, segundo a investigação: pessoas que possuíam um salário formal, pelo qual recebiam pela função contratada, contudo recebiam um salário extra, pago por fora do contracheque, em desvio direto de verbas públicas na denominada "folha complementar"; pessoas que eram indicadas para serem contratadas e recebiam sem realizar qualquer trabalho (funcionários fantasmas) e também desvio de verbas por meio do pagamento a empresas de fachada - supostamente especializadas na gestão de serviços médicos.

A Pegadores foi deflagrada pela Polícia Federal com o apoio do Ministério Público Federal, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil.

As investigações apontaram para a existência de cerca de 400 pessoas que teriam sido incluídas indevidamente nas folhas de pagamentos dos hospitais estaduais, sem que prestassem qualquer tipo de serviços às unidades hospitalares. Os beneficiários do esquema seriam familiares e pessoas próximas a gestores públicos e de diretores das organizações sociais.

O montante dos recursos públicos federais desviados por meio de tais fraudes supera a quantia de R$ 18 milhões. Contudo o dano aos cofres públicos pode ser ainda maior, pois os desvios continuaram a ser praticados mesmo após a deflagração de diversas outras fases da Sermão aos Peixes. A primeira fase da operação foi deflagrada em 16 de novembro de 2015, durante o primeiro ano de mandato do atual governador Flávio Dino, convidado recentemente para integrar os quadros do PT.
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