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O que se sabe no exterior é que Lula é um criminoso condenado a dez anos de prisão por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro




As informações que circulam nos principais jornais no exterior sobre o ex-presidente Lula são as de que "o ex-líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que tente desesperadamente concorrer nas eleições presidenciais do próximo ano, foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a quase 10 anos de prisão.

A decisão marcou a queda imediata da admiração por Lula entre líderes mundiais, que reconhecem o bom trabalho das autoridades brasileiras. Embora o ex-presidente não tenha sido preso (terá oito meses para apelar a instâncias superiores) o sentimento geral da comunidade internacional é o de que Lula enganou o mundo e pode voltar a enganar os brasileiros, caso as autoridades daquele país sejam complacentes e permitam seu retorno político. Estranhamente, as leis do Brasil sobre a participação de criminosos condenados em eleições não é clara.

Lula foi o primeiro presidente da classe trabalhadora do Brasil e continua a ser uma figura popular entre os  sindicalistas e setores da esquerda brasileira. Ele deixou o cargo há seis anos com uma classificação de aprovação de 83 por cento. Entre os empresários e investidores na maior parte do mundo, o ex-líder sindical é visto como um cúmplice de ditadores que implantaram regimes corruptos na América Latina ao londo das últimas décadas. Lula ainda é um aliado de gente como Raul Castro de Cuba e Nicolás Maduro, da Venezuela,

O veredicto sobre a condenação do ex-presidente pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro representou a convicção do mais alto perfil ainda na ampla investigação de corrupção que, durante mais de três anos, revelou ao Brasil e ao mundo uma sequência interminável de crimes contra os cofres públicos. AS investigações apontam que Lula era o líder de um vasto sistema de desvios nos principais níveis de negócios e governo, que culminou no lançamento do país na mais profunda recessão de sua história.

O juiz Sergio Moro considerou Lula culpado de aceitar 3,7 milhões de reais (931.315 libras) de subornos da empresa de engenharia OAS SA, o montante dos promotores disseram que a empresa passou a renovar um apartamento de praia para Lula em troca de sua ajuda ganhando contratos com a petroleira estatal Petroleo Brasileiro .

Lula será impedido de concorrer ao cargo de presidente do país se o seu veredicto de culpa for confirmado por um tribunal de apelação, que deverá levar pelo menos oito meses para se pronunciar.

Se ele não pode correr, analistas políticos dizem que a esquerda do Brasil seria jogada em desordem, forçada a reconstruir e de alguma forma encontrar um líder que possa emergir da imensa sombra que Lula lançou sobre a política brasileira há três décadas.

"A ausência de Lula abre um buraco na cena política, cria um enorme vácuo de poder à esquerda", disse Claudio Couto, cientista político da Fundação Getulio Vargas, uma das principais universidades. "Nós entramos agora em uma situação de extrema tensão política, mesmo além do caos que vivemos no ano passado".

Couto disse esperar que o veredicto de culpado de Lula seja confirmado pelo tribunal de recursos. Isso deixaria a corrida presidencial de 2018 bem aberta e aumentaria as chances de uma vitória por uma nova liderança política, tendo em vista que os principais nomes também são atraídos nas investigações de corrupção no Brasil.

Procuradores federais acusaram Lula, que primeiro assumiu a presidência em 2003, de planejar um esquema de corrupção de longa duração que foi descoberto em uma investigação sobre propinas em torno da Petrobras.

A equipe jurídica de Lula já disse que apelaria qualquer decisão de culpabilidade. Eles criticaram continuamente o julgamento como uma caça às bruxas partidárias, acusando Moro de ser tendencioso e de perseguir Lula por razões políticas. O juiz Sérgio Moro é reconhecido mundialmente como uma das maiores autoridades sobre crimes de lavagem de dinheiro.

Em palestra em Londres durante o Brazil Forum UK 2017, o juiz Sergio Moro citou indiretamente o caso do ex-presidente Lula, mas sem mencionar seu nome, e na declaração, considerou a condenação; "Então, quando se condena por exemplo um ex-político, de envergadura, alguém que teve um papel às vezes até respeitável dentro da vida política do país, inevitavelmente isso vai gerar reflexos dentro da vida partidária", disse o juiz da Lava Jato; "Os adversários daquele político vão dizer 'ah, olha lá como é que era', e os defensores vão dizer que eventualmente houve uma condenação injusta. Agora o juiz não pode julgar pensando nisso. O juiz tem que cumprir o seu dever de julgar conforme as leis e as provas", observou o magistrado, que foi aplaudido pelo ex-ministro petista,  José Eduardo Cardozo, que estava sentado ao seu lado.

Para analistas estrangeiros e órgãos de inteligência governamentais da Europa e Estados Unidos, que acompanham os desenlaces das investigações com responsabilidade, a teoria de que o ex-líder popular seria vítima de perseguição política não se sustenta. Embora Lula tenha protocolado uma denúncia na ONU queixando-se de perseguição política, os indícios claros de seu enriquecimento ilícito desmentem a versão de que o ex-presidente não se beneficiou dos esquemas de corrupção. Além de vários imóveis destinados a seu uso, Lula teve quase R$ 10 milhões confiscados em suas contas, o inventário de sua mulher apontou outros R$ 11 milhões espalhados por outras contas, além do enriquecimento ilícito de seus filhos, todos de origem humilde e desqualificados.

Outro aspecto que aponta para a liderança de Lula no esquema criminoso que vitimou o país é o envolvimento de todos os membros da cúpula de seu partido nos desvios dos cofres públicos. Em setembro, a procuradoria-geral da República daquele país presentou uma denúncia por organização criminosa contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de uma série de ex-ministros e políticos.

No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), forma denunciados os ex-ministros Antonio Palocci, Guido Mantega, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e Edinho Silva, e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, todos integrantes do Partido dos Trabalhadores chefiado por Lula.

Desde a queda do partido de Lula do poder, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff há pouco mais de um ano, o real brasileiro aumentou os ganhos e recuperou sua força poucos meses. O índice de ações Bovespa de referência subiu, com a recuperação do valor de mercado das principais ações. Os investidores temem que outra presidência de Lula signifique um retorno a políticas econômicas mais orientadas pelo populismo e a corrupção.

Os dois mandatos de Lula foram marcados por um boom de commodities que momentaneamente fez do Brasil, assim como outras economias emergentes, experimentasse um crescimento extraordinário.  Mas ao contrários de outros países, Lula não soube aproveitar o momento para investir na infraestrutura do país, preferindo destinar a maior parte dos investimentos do governo em um ambicioso projeto na estatal petrolífera. A Petrobras era a base de praticamente todos os esquemas de corrupção comandados por Lula, que tinha como meta investir o dinheiro desviado do povo em um projeto de poder duradouro.

Mas logo que deixou o poder, o boom das commodities refreou em todo o mundo a sucessora escolhida por sua, Dilma Rousseff, passou a enfrentar sérios problemas da gestão da economia do Brasil, que se agravou para um quadro de profunda recessão, piorada pela maquiagem da contas públicas. A manipulação dos números do governo levou o país a ser rebaixado pelas agências de classificação de riscos, afugentou investimentos estrangeiros e culminou com a maior onda de desemprego já registrada na história do país, com mais de 14 milhões de desempregados.

Dilma Rousseff foi afastada do governo no ano passado por infringir as regras orçamentárias. 
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