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O adeus de William Waack ao jornalismo. Manifestação racista foi algo imperdoável para milhões de seres humanos



O apresentador do "Jornal da Globo", William Waack, 65, viu sua carreira no jornalismo escorrer pelo ralo, após a divulgação de um vídeo no qual o apresentador do Jornal da Globo manifestou seu pensamento racista. No vídeo que circula na internet, o jornalista demonstrou irritação com um motorista que buzinava seu carro em uma rua de Washington, nos Estados Unidos. Do alto do prédio, William Waack reclamou do barulho e afirmou que aquilo era  "coisa de preto".

Após a divulgação do vídeo, o jornalista foi afastado de suas funções após ser acusado de racismo. "A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante", afirma a emissora em nota.

O jornalista aparece no vídeo antes de uma entrevista com Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute, do Wilson Center, num estúdio em frente à Casa Branca, nos EUA.

"Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar porque eu sei quem é." Na sequência, Waack olha para o convidado e diz, em tom baixo: "É preto. É coisa de preto." No vídeo, William Waack aparece ao lado de Paulo Sotero, Diretor do Brazil Center no Woodrow Wilson Center, instituição dos Estados Unidos de estudos de geopolítica

Após o comentário de Waack, o convidado ri constrangido.

Não há informações sobre quem divulgou as imagens da gravação, realizada durante a corrida eleitoral americana em 2016. No Twitter, o vídeo foi publicado pelo jornalista Jorge Tadeu.
Waack começou na Globo como correspondente em Londres em 1996, depois fazer carreira na imprensa escrita ele passou pelo "Jornal do Brasil", "Jornal da Tarde", "O Estado de S. Paulo" e na revista "Veja".

Formado pela PUC, o jornalista retornou ao Brasil em 2000 e passou a trabalhar como repórter e a produzir séries especiais para o "Jornal Nacional" e outros telejornais de rede. Em 2005, tornou-se âncora do "Jornal da Globo".

Após a injúria racial contra um motorista que sequer conseguia identificar, Waack cai no conceito de milhões de cidadãos em todo o mundo, incluindo ai os colegas de profissão que o ajudaram a construir sua carreira. A injúria racial, que está prevista no artigo 140, parágrafo 3°, do Código Penal, estabelecendo pena de reclusão de um a três anos, além de multa, é considerada uma ofensa à dignidade ou ao decoro, utilizando para isso elementos ou palavras referentes à raça, à cor, à etnia, à origem, à religião de uma pessoa de raça diferente, ou mesmo à origem ou condição de uma pessoa idosa ou portadora de deficiência.

A dor de uma pessoa em ouvir um comentário tão covarde quanto o feito por Waak sobre um anônimo é a medida de tamanha ofensa à dignidade de qualquer indivíduo. 
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