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Moro envia pacotão "bônus" da Lava Jato contra Rosemary Noronha para que Justiça de SP dê prosseguimento em investigações



Indiciada por crimes de formação de quadrilha e corrupção ainda no ano de 2012, a ex­-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha vinha contando com a blindagem de uma invejável banca de advogados que conseguiram explorar a lentidão da Justiça e a 'falta' de interesse das autoridades em investigar seu caso a fundo.

Após ameaçar entregar integrantes da cúpula do PT, como Gleisi Hoffmann, Gilberto Carvalho e Erenice Guerra, Rosemary conseguiu 'convencer' o ex-presidente Lula a não deixá-la em maus lençóis. Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, foi imediatamente escalado para cuidar pessoalmente de suas 'necessidades mais imediatas e de seus  familiares durante o processo. Além de conseguir ajuda para bancar um exército de quase quarenta juristas das melhores e mais caras bancas de advocacia do país, a ex-se­cretária reformou a cobertura onde mora em São Paulo e conseguiu concretizar o antigo projeto de ingressar no mundo dos negócios.

Rosemary comprou uma franquia da rede de escolas de inglês Red Balloon. Para evitar problemas com a ficha na polícia, o negócio foi colocado no nome das filhas Meline e Mirelle e do ex-marido José Cláudio Noronha. A estratégia para despistar as autoridades daria certo não fosse por um fato. A polícia já havia apreen­dido em 2012, na casa de Rose, todo o planejamento para aquisição da franquia. Os documentos mostravam que o investimento ficaria a cargo da quadrilha que vendia influência no governo. Na época, a instalação da escola foi orçada em 690 000 reais – padrão semelhante aos valores praticados atualmente no mercado -, dinheiro que Rosemary e seus familiares não possuíam.

Mas ao que tudo indica, as investigações evoluíram bastante desde que o Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-presidente Lula pelos crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro na aquisição de um triplex em Guarujá, no litoral paulista. A caso foi enviado para o juiz federal Sérgio Moro em Curitiba e o petista acabou condenado a 9 anos e seis meses de prisão, tendo ainda bens e valores confiscados pela Justiça.

No curso destas investigações, que tinha entre os alvos a cooperativa Bancoop, um volume monstruoso de novas informações foi incluído nos autos do processo pela equipe da Lava Jato. Moro separou os aspectos relativos aos desvios da Petrobras, esquema criminoso investigado pela 13ª Vara federal de Curitiba, e anexou novos documentos ao caso que recebeu do MP-SP.

Neste fim de semana, o magistrado devolveu o pacotão  para a Justiça Estadual de São Paulo. Moro recomendou que se dê prosseguimento às investigações contra Rosemary Noronha, o presidente da CUT, Vagner Freitas, o ex-ministro da Previdência e da Aviação Civil Carlos Gabas (Governos Lula e Dilma), o ex-tesoureiro João Vaccari Neto e outros nove. Os petistas são alvo de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo imóveis ligados à OAS Empreendimentos, que assumiu obras da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop).

Moro explicou que os aspectos envolvendo desvios na Petrobras que são de sua competência foram devidamente aproveitados e recomendou que a Justiça de São Paulo se encarregue de cuidar dos demais envolvidos:  “Ante o exposto, determino a remessa dos autos à Justiça Estadual de São Paulo/SP para prosseguimento das investigações.”. registrou o magistrado.
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