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Ministro da Justiça rasga véu da hipocrisia e diz que comandantes de batalhão no Rio são sócios do crime organizado



Pela primeira vez na história do país, um ministro da Justiça fala em nome da sociedade, ao invés de mascarar problemas que todos sabem existir. Este foi o caso do ministro Torquato Jardim, que afirmou categoricamente esta semana que o crime organizado, os deputados estaduais e o comando da PM remam no mesmo barco. “Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”, detonou o ministro, resgando o manto de hipocrisia que esconde a real natureza dos problemas de segurança no Estado.

"Há toda uma linha de comando que precisa ser investigada, [que está] sendo analisada. Nós temos informação: 10 milhões de reais por semana na Rocinha com gato de energia elétrica, TV a cabo, controle da distribuição de gás e o narcotráfico. Em um espaço geográfico pequeno. Você tem um batalhão, uma UPP lá. Como aquilo tudo acontece sem conhecimento das autoridades? Como passa na informalidade?” "Se estou errado, que me provem”, desafiou.

Para o ministro, há mudança no perfil do crime organizado no estado, com a milícia assumindo o controle do narcotráfico. Ele explica que os principais chefes do tráfico estão detidos em presídios federais e tem ocorrido uma "horizontalização" do comando, o que torna o combate mais difícil. Para ele, a partir dessas pulverização dos comandos do tráfico, integrantes da PM se associaram ao crime.


- É ai que os comandantes de batalhão passam a ter influência. Não tem um chefão para controlar. Cada um vai ficar dono do seu pedaço. Hoje, os comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio.

Torquato confirmou lidar com informações de inteligência coletadas nos últimos meses e confirmou que seu diagnostico sobre a criminalidade enraizada na Polícia Militar do Rio se deriva de uma visão pessoal privilegiada. - Nós já tivemos conversas, ora eu sozinho, ora com o Raul Jungmann (ministro da Defesa) e o Sérgio Etchengoyen (ministro do Gabinete de Segurança Institucional ), conversas duríssimas com o secretário de Segurança do estado e com o governador. Não tem comando - disse o ministro, conforme UOL

O ministro foi direto ao ponto e afirmou que considera que o governador do Rio Luiz Fernando Pezão e o secretário de Segurança, Roberto Sá, "não controlam a Polícia Militar e que comandantes de batalhões da PM "são sócios do crime organizado no Rio". Para o ministro, o assassinato do tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do 3º Batalhão no Méier, não foi um crime comum.

- Esse coronel foi executado, ninguém me convence que não foi acerto de contas.  Ninguém assalta dando dezenas de tiros em cima de um coronel à paisana, num carro descaracterizado. O motorista era um sargento da confiança dele! - disse o ministro em entrevista esta semana.

Torquato Jardim tem carta branca com o presidente Michel Temer para manifestar a insatisfação do governo em diversas áreas, como a necessidade da manutenção das prisões após condenação em Segunda Instância e a garantia da continuidade da Operação Lava Jato, com a manutenção de Leandro Daiello no comando da Polícia Federal. Em mais um sinal claro de apoio, o Palácio do Planalto afirmou que não vai se manifestar sobre as declarações polêmicas do ministro da Justiça.

Políticos e comandantes da Polícia Militar do Rio estão apavorados com o que pode vir pela frente. O governador do estado,  Luiz Fernando Pezão pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal para exigir que o ministro “informe o que ele tem contra a cúpula e os policiais”. O receio agora dos políticos e membros de alta patente na PM sejam pegos de surpresa em alguma operação da Polícia Federal. 
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