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Mais de 3 milhões de petistas perderam suas mamatas desde o início do governo Temer. Ódio destilado nas redes sociais influencia desavisados



Embora uma parte das medidas implementadas pelo presidente Michel Temer tenham por objetivo a recuperação da economia e a geração de empregos, outras medidas que visam diminuir os gastos públicos estão atingindo de forma implacável um segmento da sociedade que até bem pouco tempo vivia às custas do dinheiro do contribuinte: os militantes, simpatizantes e cúmplices da roubalheira dos governos do PT.

Em poco mais de um ano, cerca de três milhões de pessoas que viviam direta ou indiretamente de mamatas criadas durante as administrações de Lula e Dilma viram suas fontes de renda secar. Esta conta envolve os cargos comissionados na administração federal, os mais de 300 mil que perderam suas vagas nas prefeituras petistas (O PT perdeu 84% de suas prefeituras nas últimas eleições e 86% de suas receitas), os cerca de 1.2 milhão recebedores de benefícios irregulares do Bolsa Família, outros tantos que recebiam benefícios irregulares da previdência e por último, mais de 400 mil pelegos que viviam das receitas do famigerado imposto sindical, extinto pelo governo com a entrada em vigor da reforma trabalhista no último sábado.

Tudo isso sem contar outros tantos que se tornaram empregados da iniciativa privada após as últimas privatizações, os artistas mamadores da Lei Rouanet e todos os profissionais que construíram impérios com o dinheiro que irrigava dos cofres públicos na era PT, os jornalistas, blogueiros de aluguel, militantes virtuais remunerados e um enorme contingente de soldados dos movimentos sociais que tiveram as verbas federais cortadas no último ano. A economia do governo com estes gastos é incalculável. Apenas em 2017, foram identificados prejuízos de mais de R$ 38 bilhões com o pagamento de benefícios irregulares da previdência.

Temer deixou milhões de descontentes que agora choram suas mágoas destilando ódio contra o presidente nas ruas, nas redações dos meios de comunicação e nas redes sociais. É uma pena que toda essa gente acaba conseguindo influenciar boa parte da população, que ainda não se deu conta do tamanho do estrago que Temer provocou na máquina petista.

Mas o ódio contra o presidente tem outras origens ainda mais influentes. Temer congelou os reajustes do funcionalismo público até 2019, limitou o teto dos salários de servidores em todo o país, cortou benefícios e vantagens que equivaliam a quase outro salário e limitou a remuneração inicial de novos servidores ao teto de R$ 5 mil em início de carreira (antes, os concurseiros profissionais já ingressavam na administração pública com salários de até R$ 28 mil). Temer também deixou descontentes gente muito poderosa, como os cerca de 28 empresários mais ricos do país que perderam acesso ao dinheiro do BNDES. Os recursos que eram controlados pela elite empresarial do país foram divididos entre mais de 150 mil pequenas e médias empresas. O corte de regalias de servidores federais, inclusive de reitores e professores universitários também deixou muita gente magoada no serviço público. As faltas passaram a ser descontadas e acabou a farra das férias três vezes ao ano.

O governo promete avançar ainda mais contra uma casta de privilegiados que vem sugando os cofres públicos há décadas. A elite de pensionistas da previdência vai ser duramente atingida com a reforma que está em processo de conclusão. Assim como não abriu mão do fim do imposto sindical, Temer já avisou que não abrirá mão dos cortes de benefícios acima do teto de 5.189,82. Pela proposta, apenas os servidores federais que ingressaram no serviço público até o fim de 2003 terão direito à aposentadoria integral. O acúmulo de pensão por morte e aposentadoria não será mais permitido. Temer vai mexer na camada de cima da elite da previdência e a medida deve representar uma economia para o país de mais de R$ 10 bilhões.

Para quem pensa que acabou, ainda tem mais. A vida também não está nada fácil para donos das grandes fortunas do país, rentistas acostumados a multiplicar seus bilhões enquanto se bronzeavam em seus iates. A queda dos juros de 14.5% para 7% e a queda da inflação de 13% para menos de 3% ao ano está fazendo essa gente perder muito dinheiro. Os pobres, que voltaram ao mercado de consumo graças a estabilidade da economia, eram os que bancavam com sacrifício a vida boa dessa gente acostumada a lucrar com a miséria alheia.

Se por um lado, há muita gente descontente e na rua da amargura, a recuperação da economia e da geração de mais de 2 milhões de novos empregos com carteira assinada mostra que Temer está no caminho certo. A expectativa do governo é usar parde do que foi economizado com os cortes para retomar 4 mil obras paradas no país já a partir de novembro. O governo reservou cerca de R$ 140 bilhões para o programa Avançar e pretende gerar outros 2 milhões de empregos até março de 2018.

É compreensível que milhões de brasileiros tenham tanto ódio de Temer. Afinal, ele conquistou o lugar de maior carrasco do PT e das esquerdas brasileiras de todos os tempos. Toda esta gente ainda possui um enorme poder de articulação e influência entre a população. O problema é que muitos brasileiros estão se permitindo influenciar por essa gente magoada. Desavisados, muitos engrossam o coro dos descontentes nas redes sociais. 
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