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Lula imita Collor e implora: Não me deixem só. Candidatura do petista virou mico após declarações do ministro do STF



A candidatura precoce e improvável do ex-presidente Lula sofreu um golpe de misericórdia neste fim de semana, após as duras declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. O jurista, que assume a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, não escondeu seu descontentamento com a tentativa de um criminoso condenado concorrer à Presidência da República ao afirmar que 'Não tem sentido candidato com denúncia concorrer'.

A disposição do ministro do STF deixou Lula e o PT em uma situação bastante delicada. A primeira baixa já foi inclusive anunciada: o PC do B, tradicional aliado do PT em praticamente todas as eleições, anunciou a pré-candidatura  da deputada estadual Manuela D'Ávila, 36, à Presidência em 2018.

O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), sentiu o golpe e chegou a comparar o momento ao cenário do governo de Getúlio Vargas, quando o afastamento do Partido Comunista permitiu o fortalecimento da oposição ao presidente. "O PC do B comete um erro grave em um momento em que Lula é duramente atacado. O PC do B deveria estar desde já com a gente, dialogando", reclamou Lindbergh

A entrevista do ministro do STF foi mortal para as pretensões de Lula. A partir desta semana, o PT deve investir ainda mais na tese de que Lula irá desafiar a Lei da Ficha Limpa e concorrer em 2018, mesmo se for condenado em Segunda Instância. Segundo a Folha "O partido vai empunhar tese segundo a qual nem um veredito desfavorável seria impeditivo para o registro da candidatura, ao menos no primeiro turno. Se o Ministério Público quiser tirá-lo do páreo, dizem aliados, terá que fazer uma caçada pública. O foco do petista é permanecer na dianteira das pesquisas para dramatizar ainda mais o movimento.

O grande problema do PT será convencer os aliados a encarar a empreitada de alto risco. Dirigentes da sigla já têm um discurso pronto: em qualquer circunstância, Lula será um cabo eleitoral de peso, não só para quem herdar sua vaga na chapa, mas também para candidatos a deputado".

Lula confiava até pouco tempo em seu poder de persuasão sobre os dirigentes dos demais partidos de esquerda. A tese de que todos têm um pouco de 'rabo preso' com o PT começa a cair por terra. Ninguém aposta que Lula seria capaz de vazar informações que comprometam antigos aliados e correr o risco de ver o caldo entornar de vez.

A situação de Lula já havia se deteriorado após o fracasso de sua Caravana pelo Nordeste e por Minas Gerais. Após as declarações de Fux, a situação piorou ainda mais. O petista tem ligado para vários dirigentes de partido implorando para que permaneçam com ele nesta empreitada, mas não ouviu uma promessa de fidelidade de nenhum de seus ex-aliados. No PSOL, a situação já está praticamente definida. O partido pretende lançar candidatura própria em 2018. Para piorar, a preferência é por outros aliados de Lula, como o líder do MTST, Guilherme Boulos ou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Lula faz como Collor antes do impeachment e pede para que a esquerda não o deixe só, mas pelo visto, ninguém vai querer se afogar junto com o petista.

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