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Joesley em pânico com risco de ser esculachado na CPI da JBS. Açougueiro diz que quer economizar dinheiro do contribuinte e pede dispensa



O empresários Joesley Batista está preocupado com os gastos 'desnecessários' do dinheiro do contribuinte. Por meio de sua defesa, o açougueiro  protocolou um pedido para que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS cancele seu depoimento na Comissão, previsto para o próximo dia 29 de novembro. No requerimento, os advogados adiantam que Joesley usará o direito ao de ficar calado e não responderá aos questionamentos feitos pelos parlamentares. Tendo isso em vista, a defesa argumenta que manter a oitiva “poderá acarretar elevados e desnecessários gastos públicos”.

Os advogados alegam que se for mantido o depoimento, Joesley Batista será o quarto convocado pelo colegiado a ficar em silêncio prante o colegiado. Antes dele, seu irmão de Joesley, o empresário Wesley Batista, o executivo Ricardo Saud e o diretor jurídico do grupo J&F também se negaram a falar quando compareceram à comissão.

“Por três vezes, portanto, este órgão de investigação preliminar utilizou-se de toda estrutura do aparato estatal para que os colaboradores previsivelmente e para o reclamo de alguns parlamentares – exercessem, pois, e novamente, o direito ao silêncio”, lembrou o documento. “Assim, e diante do cenário acima descrito, a decisão de manter a oitiva do ora requerente poderá acarretar elevados e desnecessários gastos públicos pela 4ª vez”.

Os advogados destacam também toda a estrutura estatal que será usada no caso da manutenção do depoimento de Joesley Batista. “Fato é […] que tem custado muito caro aos cofres públicos – que não são nada senão o bolso dos cidadãos brasileiros – seja em termos de mobilização de recursos humanos -equipes da Polícia Federal, por exemplo – seja em termos de elevados custos para o transporte dos colaboradores que estão custodiados – o uso de avião da Polícia Federal na transferência (ida e volta) dos custodiados, custos com estadia dos agentes, preparação da estrutura desta Casa Legislativa e etc”, justificam os defensores.

Além disso, o pedido cita o “constrangimento” ao qual as testemunhas que ficaram em silêncio foram submetidas na CPMI. Isso porque, mesmo com a decisão dos convocados de não responder os questionamentos, o presidente do colegiado, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), permitiu que senadores e deputados continuassem fazendo perguntas.

Joesley teme passar pelo mesmo constrangimento imposto pelos membros da comissão ao seu irmão Wesley Batista. Na semana passada, os parlamentares chagaram a ironizar a decisão do empresário de ficar em silêncio, com comentários como: “mais uma sessão de banho de sol”. Uma referência ao fato de Wesley Batista ter sido deslocado da prisão em que está detido para o Congresso Nacional, sem que fosse contribuir com as investigações da comissão.

O empresário está se sentindo abandonado, desde que Rodrigo Janot deixou o comando da PGR.
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