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Fragilidade da defesa de Lula o coloca na cadeia. Recibos falsos são relevantes no caso da cobertura em São Bernardo



A argumentação do ex-presidente Lula no processo relativo ao recebimento imoral de vantagens indevidas da Odebrecht é uma afronta ao bom senso da população e uma prova do cinismo com que o petista e seus aliados lidam com os fatos criminosos que marcam sua conduta como homem.

Em um exemplo concreto, o ex-presidente Lula recebeu de presente uma cobertura vizinha ao seu apartamento em São Bernardo do Campo. O imóvel era alugado pela Presidência da República para abrigar a equipe responsável pela segurança do petista durante os oito anos que exerceu o cargo de mandatário da nação.

Mas ao fim de seu segundo mandato em 2010, Lula tomou providências para assegurar o uso do imóvel. Ao longo de seus dois mandatos, o petista havia formado uma poupança de propina junto a empresários que favoreceu durante seu governo. Foi justamente por meio desta reserva de vantagens indevidas que Lula conseguiu receber, de forma dissimulada, milhões em propina.

O imóvel em São Bernardo foi comprado em 2010 por Glaucos Costamarques, um laranja primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. O dinheiro para a aquisição do imóvel foi repassado pela empreiteira Odebrecht, por meio de uma outra empresa de fachada do grupo, a Construtora DAG, de Salvador, a mesma que costumava fretar jatinho para levar petista em seus passeios a Cuba.

Todos estes fatos foram confirmados pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht, que revelou que mantinha para Lula uma conta no banco de propina da empreiteira. O administrador desta conta, o ex-ministro Antonio Palocci, também confirmou toda a operação. A antiga dona do imóvel também confirmou à Polícia Federal que o imóvel foi vendido para o ex-presidente Lula.  "Eu não li nada, simplesmente assinei acreditando estar vendendo a cobertura para o Lula. O valor era R$ 504 mil (hoje desconfio ter sido muito mais, mas não posso dizer com certeza. Pra mim ele (Lula) era o dono, de modo que se perguntarem à minha família, todos vão dize que eu ‘vendi’ a cobertura do meu pai para o Lula.”, informou Tatiana, Augusto Moreira Campos à receita em 2016.

Para ocultar a operação, a defesa do ex-presidente é acusada de forjar contratos e recibos de aluguel. Tudo isto com o aval do próprio Lula.

Por mais que esta história pareça coisa de menino, o fato é que Lula e seus aliados não se envergonham em tentar vender esta versão para a sociedade. Como se não bastasse tanto cinismo, o ex-presidente Lula atribui toda a responsabilidade sobre as transações envolvendo o imóvel à ex-primeira dama Marisa Letícia, falecida em fevereiro.

O problema é que todas estas questões são irrelevantes. A pirotecnia de Lula e de seus advogados com a apresentação de contratos de locação, recibos falsos e exigência de perícia nos mesmos é inútil. O Ministério Público Federal possui "provas mostrando que o dinheiro que gerou a compra daquele apartamento é o dinheiro que veio da Odebrecht". Glaucos Costamarques não tinha qualquer relação com a empresa que justificasse o repasse dos valores para adquirir o imóvel. Já o ex-presidente Lula é diretamente responsável pela aprovação de oito contratos superfaturados entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras, que foi lesada em R$ 75,4 milhões nestas operações.


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