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Fernando Henrique e o medo de Bolsonaro, a saudade de Lula, a pena de Dilma e a inveja de Temer. Quanto mais fala, mais se complica



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) voltou a surpreender o país ao defender a ex-presidente Dilma Rousseff ao compartilhar a narrativa da esquerda de que a petista foi vítima de um golpe.

Após defender a candidatura de Lula nas eleições de 2018, o tucano tenta desqualificar o processo de impeachment de Dilma, que por sinal, ele foi contra logo no início. Mesmo ciente de que a petista extrapolou todas os precedentes históricos de violação da Lei de Responsabilidade Fiscal, FHC tentou cinicamente minimizar os fatos que levaram à cassação do mandato de Dilma, num processo devidamente acompanhado pelas principais instituições do país, como o STF, MPF, Congresso, TCU e etc.

Ao se referir ao crime de responsabilidade configurado através da manipulação das contas pública, o que levou o país a um déficit que só será superado em cinco anos, FHC questionou a magnitude do crime, como se fosse possível haver crimes menores e 'perdoáveis':  "Isso é um crime tremendo? Não, muitas pessoas fizeram (o mesmo). E por que não (foram afastadas)? Porque essas pessoas não estavam em uma frágil posição de poder e a consequência não foi a interrupção do processo de tomada de decisões. É uma questão política."

A hipocrisia de Fernando Henrique é facilmente desmentida no gráfico abaixo, que mostra como Dilma extrapolou os limites toleráveis na manipulação das contas públicas numa série história entre 2002 e 2015, com dados do Banco Central:





Obviamente, FHC fingiu ignorar que Dilma comandou o assalto na Petrobras, no BNDES, na Caixa e onde mais pôde arrancar dinheiro do contribuinte para entregar a seus financiadores e marqueteiros corruptos, como reconheceram Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Joesley Batista, João Santana e Mônica Moura. Talvez o tucano tenha omitido estes pequenos detalhes por também se tratar dos mesmos esquemas e dos mesmos financiadores de Aécio Neves, seu queridinho.

Nos bastidores da política nacional, todos sabem que FHC se ressente por Temer ter conseguido superar a pior recessão do país e aprovado mais medidas importantes que todos os presidentes ao longo dos últimos trinta anos. "Há uma certa inveja por que Fernando Henrique é vaidoso e gostava de ser citado como um dos melhores presidentes do país por alguns economistas. O Temer está lhe tirando este posto e ele não se conforma com isso", diz um analista político ex-aluno do próprio FHC.

Vale lembrar que o tucano embarcou de corpo e alma na conspiração do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os açougueiros da JBS e patrocinada pela Rede Globo. FHC foi um dos que aproveitaram o caos no mercado e o oba oba da imprensa para pedir a renúncia de Temer.

Estas manifestações vergonhosas de FHC contribuem para o desencantamento de muitos com a imagem que conseguiu forjar ao longo de sua vida. Para piorar, o tucano ainda tentou denegrir a imagem do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com base em uma das declarações polêmicas do deputado, feita há quase vinte anos.

"Eu não quero entrar em detalhes, mas há pessoas da direita que são pessoas perigosas", disse FHC em evento na Universidade Brown, nos EUA nessa quinta-feira, 16,. "Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência. Na época, eu não prestei atenção. Mas hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder, ainda não, ele tem a possibilidade do poder."


Durante uma entrevista à TV Bandeirantes em 1999, Bolsonaro afirmou que seria impossível realizar mudanças no Brasil por meio do voto. "Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC", declarou o inflamado político em início de carreira, que já era dado a declarações polêmicas.

FHC ainda tentou comparar Bolsonaro à Silvio Berlusconi, um magnata corrupto que se tornou presidente da Itália. "todo mundo sabe das consequências em termos de Berlusconi. Se você olha a situação atual do Brasil, eu não posso dizer que isso não é possível."

Histérico, o tucano tentou ainda pregar o terror contra Bolsonaro: "É arriscado. Essa pessoa está comprometida com a Constituição, com o respeito das leis, com os direitos humanos?". Apontado como o maior responsável pela vitória de Lula em 2002 e a ascensão do PT ao poder, FHC atua como uma linha auxiliar da esquerda a qual sempre pertenceu e tenta usar o pouco que restou de sua credibilidade para influenciar o processo político do país em favor de seu grupo.
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