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“É claro que há todo um projeto de bolivarização da Corte", denunciou Gilmar Mendes lá atrás, referindo-se a aparelhamento do PT no STF



Embora polêmico e afeito a soltar condenados da Lava Jato, o ministro Gilmar Mendes é um dos poucos membros  do Supremo Tribunal Federal que costuma botar a boca no mundo e denunciar os próprios colegas sempre que é contrariado. Pelo menos sob o ponto de vista político, Gilmar Mendes já demonstrou por diversas vezes que tem lado.

O ministro já manifestou publicamente sua convicção de que o PT e o ex-presidente Lula possuem bilhões de dólares no exterior, reservados para financiar um projeto de poder duradouro no Brasil. Em outras circunstâncias, Gilmar Mendes já demonstrou sua preocupação com a implantação de um projeto de cunho bolivariano no país. Em uma delas, chegou a acusar os governos petistas de terem aparelhado o próprio STF com vistas a garantir o êxito de seu projeto de poder duradouro.

Uma destas ocasiões ocorreu durante a sessão que definiu o rito de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Gilmar Mendes queria que todo o processo fosse conduzido com base na Constituição, mas acabou sendo voto vencido. Irritado com a blindagem que os colegas queriam conferir à Dilma, o ministro afirmou que a sessão foi um “mar de estranhezas” e denunciou que houve “cooptação” do STF por parte dos governos do PT

“Lembra que eu tinha falado do risco de cooptação da Corte? Eu acho que nesse caso isso ocorreu”, “Mas isso é ilusório. Porque imagine que diante desse quadro de grave crise de corrupção, nós vamos ficar fazendo artificialismos jurídicos para tentar salvar, colocar um balão de oxigênio em alguém que já tem morte cerebral”, disse o ministro em relação à condição insustentável do governo Dilma.

Gilmar Mendes foi além e denunciou na época que a Corte passava por um processo de bolivarização: “É claro que há todo um projeto de bolivarização da Corte. É evidente que assim como se opera em outros ramos do Estado, também se pretende fazer isso no tribunal e, infelizmente, ontem (quinta) nós demos mostras disso”, afirmou o ministro, referindo-se ao aparelhamento do Estado na procuradoria-geral da República, nas universidades, estatais e bancos públicos.

Ao menos neste sentido, Gilmar Mendes estava certo. O ministro Ricardo Lewandowski acabou contrariando a Constituição ao fatiar o processo de impeachment e garantir a Dilma a manutenção de seus direitos políticos. Mais adiante, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot celebrou um acordo com os criminosos da JBS e usou a PGR para forjar denúncias contra o presidente Michel Temer. Os bolivarianos do STF nada fizeram para impedir a maior conspiração da história da República, esperançosos que o golpe desse certo e que Janot conseguisse ocupar a Presidência ou indicar um sucessor de Temer, alinhado com o famigerado projeto de poder bolivariano do PT.
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