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Carreira de Luciano Huck na TV não sobrevive, caso concorra à Presidência. Estigmatizado e desgastado por exposição de seus podres, jamais será um Silvio Santos ou Faustão



O apresentador Luciano Huck está avaliando com muita cautela a possibilidade de se candidatar à Presidência da República. A inciativa envolve outros riscos não tão óbvios, como os ataques que sofrerá por parte dos adversários e por seus detratores nas redes sociais. A possibilidade do surgimento de alguns podres de sua vida pregressa, ignorados até mesmo pelo próprio Huck, é enorme, considerando todos estes anos de exposição e bastidores da TV.

Outros fatos desagradáveis podem surgir ainda em consequência de seus relacionamentos com pessoas suspeitas, como os criminosos Joesley Batista, Eike Batista, Sérgio Cabral e pessoas investigadas, como o senador Aécio Neves, Eduardo Paes, Lula e Dilma.

Numa disputa política desta magnitude, a busca frenética por fatos comprometedores sobre a vida do candidato é algo comum. O surgimento de passagens embaraçosas sobre a conduta pessoal do apresentador podem surgir em momentos cruciais da disputa, trazidas à tona por desafetos, delações ou mesmo revelações de segredos comerciais.

Este tipo de exposição negativa que o apresentador terá fatalmente que enfrentar durante a campanha pode provocar um desgaste irreversível não apenas em sua imagem como profissional, como também em suas relações pessoais, familiares e com impacto na vida dos filhos. Também certo que muitos de seus admiradores passarão a antipatizar com sua figura em virtude de disputas políticas e ideológicas. Em outras palavras, Luciano Huck será triturado nas redes sociais, em setores da imprensa e nos comentários dos adversários políticos. Não há como escapar ileso de um processo tão marcado por disputas rasteiras. No jogo obscuro da política, mesmo alguns futuros aliados devem contratar detratores profissionais para fustigar a imagem do apresentador. Sem contar a possibilidade dele estar sendo usado para embaralhar mais ainda a disputa em 2018, com o objetivo de favorecer algum candidato ainda indefinido e eleger alguns parlamentares pela legenda escolhida.

As chances do apresentador derrotar candidatos com maior capilaridade nacional como Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin ou João Dória são praticamente nulas. No máximo, irá herdar parte dos votos de Lula, que deve se tornar inelegível. Desde as primeiras sondagens, Luciano Huck não conseguiu ultrapassar a barreira técnica de um dígito nas intenções de voto. Caso uma quarta rodada de consultas não aponte ao menos o dobro dos índices atuais, seria recomendável jogar a toalha e focar em sua carreira na TV. O risco de desgaste em tentar se cacifar para uma próxima eleição é muito maior, tendo em vista os danos que uma disputa infeliz possa causar em sua imagem pública. O fato de ser o candidato da Globo deve ser ainda outra fonte de resistência ao seu nome junto ao eleitorado. Envolvida na tentativa de derrubada do presidente Michel Temer e no pagamento de propina na máfia da Fifa para obter exclusividade na transmissão de campeonatos de futebol, a reputação da emissora não anda lá essas coisas nos últimos meses.

A apresentador contempla agora dois cenários hipotéticos: um futuro brilhante como apresentador de TV ou um futuro inverto como candidato derrotado em uma eleição que tem tudo para destruir sua imagem. No último caso, Luciano Huck pode até se tornar um empresário de sucesso, mas jamais alcançará a dimensão dos monstros da TV, como Silvio Santos e Faustão.
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