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Artistas e lideranças de esquerda já abandonaram Lula. Apenas Renan, Dilma e Gleisi Hoffmann ainda se arriscam a defender o petista



O ex-presidente Lula já foi abandonado por 90% de seus tradicionais apoiadores. No meio artístico, ninguém mais ousa defendê-lo publicamente. Entre as lideranças de esquerda, a situação não é diferente. Há poucos dias, Caetano Veloso, agora aliado de Guilherme Boulos, declarou que vai votar em Ciro Gomes. Boulos por sua vez se recusou a participar da caravana de Lula por Minas Gerais, onde o petista foi duramente hostilizado.

Quando opinam sobre política, os tradicionais defensores de Lula, tanto no meio artístico quanto político, fingem ignorar o nome do petista e afirmam que a esquerda precisa se definir sobre uma nova liderança, um novo discurso, com propostas concretas para o país. Em outras palavras, estão todos afirmando que Lula não representa os anseios da esquerda, que por sua vez, ainda não encontrou nem uma liderança nem um discurso capaz de formar uma aliança em torno de um nome e de uma proposta.

O movimento de descolamento de Lula é homogêneo e isso leva à uma conclusão óbvia. Enquanto o petista tenta desesperadamente se defender de seus crimes em cima de palanques e em entrevistas à rádios e sites de amigos, o rumor que corre na boca miúda entre as lideranças e ativistas de esquerda é que já não é aconselhável gastar vela com o velho líder petista. Esta tendência esclarece ainda uma fonte de desconfiança da população: Lula não tem os 30% de intenções de votos que aparecem nas pesquisas. Caso ainda estivesse com esta força, a maioria dos parlamentares do PT e de outros partidos estariam colados nele, visando se cacifar nas próximas eleições. Se estão todos se descolando de Lula é por que sabem que este universo de 30% representa na verdade a força eleitoral de toda a esquerda do país.

E é justamente a partir destas conclusões que partidos tradicionais aliados do PT estão lançando seus próprios candidatos. A ex-deputada Luciana Genro do PSOL já anunciou sua candidatura. O PCdoB  também já anunciou que terá candidatura própria. Isso sem contar o PDT, que vem com Ciro Gomes descendo o malho em Lula e Dilma. Este cenário deixa claro que Lula não é nem de longe o que ele diz ser. Além de muito antecipado, os movimentos de descolamento de seu nome por parte dos principais atores da esquerda é assustador e fortalece a convicção de que o petista se tornará inelegível em breve, com a condenação quase certa na segunda instância a ser confirmada nos próximos meses pelo TRF-4.

Defender que Lula seja candidato em 2018 não significa apoiar Lula em 2018. E é exatamente isso que está acontecendo entre os representantes da esquerda. Nenhum dos tradicionais aliados do petista estão se engajando em sua pré-campanha, exceto Renan Calheiros, Dilma e Gleisi Hoffmann. Outros até afirmam, meio à contra gosto, que apoiam o petista, mas para que isso ocorra, precisam ser indagados.

Cada vez mais isolado, Lula vai perdendo forças, na medida em que é cada vez mais hostilizado por onde passa. Sem poder circular por grandes centros com sua caravana, o petista já riscou da lista cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, os dois maiores colégios eleitorais do país, com quase 15 milhões de eleitores. A situação de do abandono Lula não comove praticamente ninguém.
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