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Anthony e Rosinha Garotinho terão que delatar esquemas de corrupção com Lula, Dilma e Joesley Batista



Os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho (ambos do PR) foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22), acusados de crimes como corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O casal, juntamente com outros seis investigados, é acusado de participar de um esquema criminoso envolvendo os ex-presidentes Lula e Dilma, além do empresário Joesley Batista. Garotinho negociou a venda de apoio do seu partido PR para o PT durante a campanha de Dilma à presidência em 2014.  Parte do valor negociado, cerca de R$ 2.6 milhões, foi repassada a Garotinho pela empresa JBS. Segundo o diretor do grupo, o delator Ricardo Saud, o dinheiro era parte de uma comissão de R$ 20 milhões devida ao PT de Lula e Dilma por conta de empréstimos fraudulentos obtidos pelo Grupo no BNDES.

Saud, o ex-diretor de Relações Institucionais da JBS que se encontra preso em Brasília no presídio da Papuda, confirmou em depoimento na Superintendência da PF no Rio no dia 24 de agosto, que repassou R$ 2,6 milhões, via caixa dois, à campanha de Garotinho ao governo do estado em 2014. A propina foi negociada pelo presidente do PR, Antonio Carlos Rodrigues, preso hoje juntamente com Anthony Garotinho nesta quarta-feira.

"O dinheiro da JBS, segundo Saud, fazia parte de um montante de R$ 20 milhões usado pela empresa para comprar o apoio do PR ao PT na eleição de 2014. Os recursos representavam uma "poupança" referente a benefícios irregulares conquistados pela empresa, como linhas de crédito no BNDES". No total, a JBS comprou o apoio do PR à candidatura de Dilma Rousseff por 36 milhões de reais.

Acompanhe abaixo um trecho do depoimento do delator Ricardo Saud, da JBS:

“Em 2014, a JBS havia separado R$ 40 milhões para o PT e sua campanha presidencial. O interlocutor era Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff. A aprovação para que Saud repassasse o dinheiro que Edinho solicitava vinha de Guido Mantega, então ministro da Fazenda, e de Joesley Batista, dono da JBS. Mas as ‘demandas’ – ou pedidos de propina – eram muitas. No total, ao final da eleição, a JBS havia repassado cerca de R$ 350 milhões para o PT. Saud conta minuciosamente como, conforme a corrida eleitoral ficou mais acirrada, comprou, a pedido de Edinho, os partidos da coligação da campanha de Dilma para a eleição em 2014.

Os partidos que receberam dinheiro da JBS foram o PR, o PP, o PRB e o PCdoB, da comunista Manoela D´ávila.

O interlocutor no PR era o senador Antonio Carlos Rodrigues. Valor da propina: R$ 36 milhões.”

Com informações de O GLOBO
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