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Recibos de Lula foram forjados há 2 anos, mas defesa não teve coragem de entregar. Agora eles têm menos de 24 horas



Quando o ex-presidente Lula começou a ser investigado na Operação Lava Jato, deu-se início a um ritmo frenético de manobras para e ações que consistiam em 'aparar' franjas soltas em situações que poderiam incriminar o petista.

Desde então, a defesa do petista tem feito um verdadeiro pente fino em operações criminosas, visando conferir um ar de legalidade a transações ilícitas envolvendo crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Entre as diversas atividades de acobertamento de ilícitos, está a produção dos recibos falsos de aluguel da cobertura de São Bernardo do Campo.

O imóvel foi comprado pelo laranja Galucos Costamarques com dinheiro de propina da Odebrecht. A defesa do petista não teve dificuldade em encontrar vulnerabilidades na história montada para ocultar o verdadeiro dono do imóvel. A contabilidade do crime apresentava falhas e foi preciso forjar recibos de aluguel para justificar um contrato encontrado pela Polícia Federal na casa do ex-presidente.

Até então, ninguém sabia que Lula tinha duas coberturas no mesmo prédio. A Lava Jato só descobriu este fato quando os agentes da PF foram ao endereço de Lula em março de 2016 para cumprir um mandado de condução coercitiva contra o petista. Na portaria, o síndico do prédio indagou os policiais sobre qual apartamento estavam se referindo e informou aos agentes que Lula tinha dois apartamentos no mesmo andar.

Naquela ocasião, a defesa de Lula já possuía os recibos que foram previamente forjados para justificar o uso do imóvel. Porém, receosos quanto a facilidade com que o Lava Jato poderia identificar uma fraude neste caso, acharam melhor não apresentar os documentos à Justiça.

Meses mais tarde, o juiz federal Sérgio Moro determinou o sequestro do imóvel. No ofício, Moro apontou que apontou que o apartamento 121 do Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, foi adquirido ‘com proventos do crime’. Mesmo diante de um fato desta gravidade, a defesa do ex-presidente Lula não se arriscou a apresentar os recibos forjados quase dois anos antes.

Durante seu último interrogatório em Curitiba, o ex-presidente Lula se viu acuado pelo juiz Sérgio Moro não teve outra saída. Pressionado, acabou admitindo a existência dos tais recibos e deixou até mesmo sua defesa surpresa. Após tanto tempo desde a feitura dos papéis, a história está cada vez mais perto de ser esclarecida. Moro deu um prazo de 48 horas para que a defesa de Lula entregasse os recibos originais à justiça. 24 horas já se passaram.

Não há como ignorar que havia algo de errado em toda esta história. Este é um dos questionamentos do juiz federal Sérgio Moro em sua busca pela verdade. 
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